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sábado, 27 de agosto de 2011

Wanderléa - Me ame ou me deixe (1989)

Álbum de 1989 traz o sucesso "Me ame ou me deixe", trilha da novela Bebê a bordo

Wanderléa gravou apenas dois álbuns nos anos 80, um pela CBS (Sony) em 1981 e este pela 3M em 1989. Nesse período, a cantora gravou apenas dois singles, um dos quais com a regravação de “Menino bonito”, de Rita Lee, incluída na trilha sonora da novela “Um sonho a mais”, da Rede Globo, em 1985, além de ter participado como convidada especial dos LPs de Raul Seixas (1983), Zé Ramalho (1984) e Patrício Bisso (1987). Em 1988, a Ternurinha voltou às paradas de sucesso com “Me ame ou me deixe”, de Michael Sullivan e Paulo Massadas, incluída na trilha sonora da novela “Bebê a bordo”, da Rede Globo.

Por conta desta gravação, Wanderléa gravou este álbum, com repertório similar ao álbum anterior, repleto de romantismo e um revival da Jovem Guarda. Os principais destaques são “Água na boca”, uma lambada composta pelo saudoso Ed Wilson em parceria com a cantora, e “Só por amor”, uma versão da dupla Luli e Lucina do clássico “The banana boat song”, sucesso dos anos 50 de Harry Belafonte. Outro destaque é a música “Animais”, de Sérgio Sá, gravada em defesa do meio ambiente e que traz o verso “Somar é dividir”, adotado como slogan deste blog.

Vale lembrar que “Animais” seria gravada em dueto com Roberto Carlos. Isso só não aconteceu devido a agenda do cantor. Os produtores do disco decidiram não esperá-lo porque sabiam que os dias da gravadora estavam contados e o adiamento poderia comprometer o lançamento do disco. Uma pena, pois trata-se – na minha opinião, é claro – de uma das mais belas canções do repertório da cantora. Confira:

01. Faço tudo de novo (Ed Wilson - Prentice)
02. Amar é viver (Gilson - Joran)
03. Água na boca (Ed Wilson - Wanderléa)
04. Sinto muito (Chico Roque - Carlos Colla)
05. Pout-pourri - Um momento de ternura
.... Te amo (Roberto Côrrea - Sylvio Son)
.... Foi assim (Renato Côrrea - Ronaldo Côrrea)
.... Ternura (Estelle Levitt - Kenny Karen - Rossini Pinto)
06. Não tem mais jeito (Ed Wilson - Cury)
07. Caso sério (José Augusto - Paulo Sérgio Valle)
08. Só por amor Erick Darling - Bob Carey - Alan Arkin - Lord Burgess - Luli - Lucina)
09. Me ame ou me deixe (Michael Sullivan - Paulo Massadas)
10. Sagrada euforia (Sérgio Sá)
11. Animais (Sérgio Sá)

Download aqui

Wanderléa - Facho de luz (1981)

Álbum lançado em 1981 marca o retorno da cantora na CBS, sua primeira gravadora

Depois de gravar quatro álbuns antológicos nos anos 70 – “Wanderléa maravilhosa” (1972), “Feito gente” (1975), “Vamos que eu já vou” (1977) e “Mais que a paixão” (1978) – Wanderléa volta a reencontrar o sucesso popular no início dos 80 com a música “Na hora da raiva”, de Roberto e Erasmo Carlos. Foi no rastro desta canção que a cantora, em seu retorno à antiga gravadora, a CBS (Sony), após passar pela Polygram e Odeon, lançou este álbum, ainda inédito em CD.

Bem diferente das gravações realizadas na década anterior, que revelaram o experimento da cantora em vários estilos musicais, desenvolvidos por compositores como Walter Franco, Egberto Gismonti, Rosinha de Valença, Luiz Melodia, Jorge Mautner, Sueli Costa e outros, este disco permeia pelo romantismo. Os principais destaques, além de duas canções compostas pela cantora, são “Receita médica”, um blues de Irinéa Maria e Raul Miranda, e “Eu apenas queria que você soubesse”, criada por Gonzaguinha especialmente para a cantora. No entanto, quem a gravou primeiro foi o próprio compositor, uma vez que o disco de Wanderléa demorou a sair.

Vale destacar também a regravação de “Você vai ser o meu escândalo”, de Roberto e Erasmo Carlos, gravada originalmente em 1969 e incluída na trilha sonora do filme “Roberto Carlos e o diamante cor-de-rosa”. O álbum também revive os bons momentos da Jovem Guarda com o pout-pourri formado por “Se você pensa”, “Vem quente que estou fervendo”, “Pare o casamento” e “Prova de fogo”. Pra finalizar, Wanderléa também incluiu no repertório o bolero “Pobre do meu coração”, de Odair José e Maxine, originalmente gravada por Jerry Adriani. Confira:

1. Ser estranho (Aristeu - Casablanca - Wanderléa)
02. Receita médica (Irinéa Maria - Raul Miranda)
03. Pout-pourri - Se você pensa (Roberto Carlos - Erasmo Carlos)
.... Vem quente que eu estou fervendo (Carlos Imperial - Eduardo Araújo)
.... Pare o casamento (Stop the wedding) (Resnick - Young - Luiz Keller)
.... Prova de fogo (Erasmo Carlos)
04. Liberdade de amar (Irinéa Maria - Geise)
05. Un jeito novo de amar (Wanderléa)
06. Facho de luz (Irinéa Maria - Raul Miranda)
07. Eu apenas queria que você soubesse (Gonzaguinha)
08. Na hora da raiva (Roberto Carlos - Erasmo Carlos)
09. Você vai ser o meu escândalo (Roberto Carlos - Erasmo Carlos)
10. Pobre do meu coração (Odair José - Maxine)

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Jovem Guarda ao vivo no Teatro Record de SP

Estreia do Programa Jovem Guarda, na TV Record, foi em 22 de agosto de 1965

Há exatos 46 anos tinha início a transmissão pela TV Record de São Paulo do primeiro programa Jovem Guarda, comandado por Roberto Carlos. Para relembrar a data, 22 de agosto de 1965, esta postagem traz gravações ao vivo do programa, feita por alguém iluminado que desconheço, mas para quem gostaria de dar o devido crédito. Essas gravações foram originalmente postadas na primeira versão do blog Túnel do Tempo, do amigo Djair Nogueira, que abriu uma nova página na web. Foram três volumes de registros do programa.

Infelizmente, pelos recursos tecnológicos da época, as gravações não estão boas, da forma como costumamos ouvir. Nota-se claramente que foram captadas do áudio da TV, sem o uso do ”auxiliar” para gravar diretamente do aparelho de televisão. O resultado é similar ao áudio de uma Rádio AM. Mesmo assim, é um prazer poder ouvir e sentir um pouco o clima do que foi este programa que sacudiu literalmente a juventude e a sociedade da época, machista e conservadora. Selecionei 25 registros da postagem original, já que parte do material apresenta chiados e interferências, razão pela qual decidi priorizar os que apresentam melhor qualidade de áudio. Boa parte das gravações é de 1966.

O programa Jovem Guarda foi criado para preencher o vazio na programação da emissora nas tardes de domingo devido à proibição de se exibir ao vivo os jogos de futebol do campeonato paulista. Surgiu a ideia de contratar Roberto Carlos e Celly Campello - que estava afastada da carreira desde 1962, quando casou – para apresentá-lo. Diante da recusa da cantora de retornar a vida artística, a Record escolheu Erasmo Carlos e Wanderléa para dividirem o palco com Roberto Carlos, apresentador oficial do programa. Afinal, o trio fazia muito sucesso na época, antes mesmo de o programa ir ao ar.

A estreia do programa, segundo o Almanaque da Jovem Guarda, de Ricardo Pugialli, contou com as participações de Os Incríveis, Tony Campello, Rosemary, Ronnie Cord, The Jet Blacks e Prini Lorez, além de Roberto, Erasmo e Wanderléa. Em apenas três meses, o programa atingia audiência de 3 milhões de pessoas, apenas em São Paulo. A atração televisiva passou a ser transmitida do Teatro Paramount, ao vivo para São Paulo, e em tape para o Rio e Belo Horizonte. Infelizmente, devido aos incêndios nas instalações da emissora, os tapes da Jovem Guarda foram destruídos, razão pela qual o presente registro ganha importância.

Os ídolos do programa passaram a ditar moda entre os jovens. As gírias de Roberto Carlos também conquistaram a garotada e produtos com a marca Calhambeque, Ternurinha e Tremendão foram sucesso de vendas. À propósito, a postagem traz como bônus uma reportagem especial, de seis páginas, feita por ocasião dos 40 anos do programa, sobre o pioneirismo da Jovem Guarda na área de licenciamento. A matéria traz entrevistas com os principais ídolos da época, como Erasmo Carlos, Ronnie Von, Wanderléa, Tony Campello e outros. Trata-se de um documento interessante para pesquisa.

A partir de 1967, com o surgimento do Tropicalismo, o programa começou a perder força. Roberto Carlos deixa o comando e passa a ter uma atração própria (“Todos os jovens do mundo”) na Record, até que em junho de 1968 foi levado ao ar o último Jovem Guarda. Erasmo e Wanderléa também ganharam um programa (Tremendão e Ternurinha), exibido até o final do ano. Com o fim dos programas, vários artistas desapareceram da mídia e muitos investiram em outros estilos musicais, como Sérgio Reis que enveredou com sucesso para o sertanejo. Martinha, o Queijinho de Minas, como Roberto a chamava, apostou no mercado hispano e fez sucesso em vários países, chegando a morar na Espanha.

Confira a postagem:

01 - Roberto Carlos - Lobo mau
02 - Erasmo Carlos - Você me acende
03 - Wanderléa - Imenso amor
04 - Trio Esperança - Tartaruga
05 - Golden Boys - O bobo
06 - The Jet Blacks - Suzie Q
07 - Roberto Carlos - Esqueça
08 - Erasmo Carlos - O pica-pau
09 - Wanderléa - É pena
10 - Ary Sanches - Eu te darei bem mais
11 - Beatnicks - Gatinha manhosa
12 - Leno e Lilian - Pobre menina
13 - Gilmar - Mexericos da Candinha
14 - Ed Wilson - Se você quer
15 - Wanderléa - Será você?
16 - Tony Campello - Anel de diamantes
17 - Roberto Carlos - Festa de arromba
18 - Reynaldo Rayol - É de doer
19 - Golden Boys - Te adoro
20 - Roberto Carlos - É proibido fumar
21 - Ed Wilson - Cantemos o hi-ho
22 - Erasmo Carlos - Deixa de banca
23 - Roberto Carlos - Eu te adoro meu amor
24 - Wanderléa – Ternura
25 - Roberto Carlos - O calhambeque

terça-feira, 16 de agosto de 2011

Nalva Aguiar - Primeiras gravações - Volume 2

Segundo volume contempla as gravações realizadas na Beverly entre 1969 e 1972

O ano de 1969 representou uma guinada na carreira da Nalva Aguiar. Trocou a gravadora Chantecler pela Beverly e ainda participou, ao lado de Renato Aragão e Dedé Santana, do filme "2000 Anos de Confusão". Na nova gravadora, a cantora faz sucesso nacional com “Adeus”, uma versão de Goodbye, de Lennon e McCartney, feita por Fred Jorge e famosa na voz de Mary Hopkin, e ainda grava o samba rock “O Record”, de Dom, que fazia dupla com Ravel. Na sequência, em 1970, obtém o grande êxito popular com a música "José" (também gravada por Rita Lee em seu primeiro disco solo), uma versão feita por Nara Leão de "Joseph", de G. Moustaki.

É desta fase, na gravadora Beverly, as músicas desta coletânea que traz também as canções do primeiro LP da cantora, intitulado “Nalva”, lançado em 197l e que trazia encartado um bonito pôster da cantora com biquini. São deste disco as 11 primeiras músicas da coletânea. No total, são 19 canções registradas na gravadora, onde permaneceu até 1973 para assinar contrato com a CBS (Sony). Pra totalizar 20 canções, a coletânea traz como bônus “Beijinho doce”, lançada em 1976 com sucesso pela CBS.

Foi nesta gravadora que a cantora optou pela música sertaneja, assim como Sérgio Reis, contemporâneo da artista. Ela é considerada como pioneira da Música Country e já ganhou diversos prêmios, entre os quais o de "Rainha dos Caminhoneiros", por três anos seguidos. Nalva também recebeu cinco vezes o título de "Rainha do Peão de Boiadeiro" na famosa Festa do Peão de Boiadeiro de Barretos-SP. Ganhou também da Rádio Country Norte-Americana de Nashville (Estado do Texas) uma Placa de Ouro como "The Queen of Country Music in Brazil" ("A Rainha da Música Rural no Brasil).

Após um período ausente das gravações, tendo inclusive morado no Exterior, Nalva retornou ao Brasil e, após ter sido apresentada pelo Marcelo Costa à gravadora Velas, ela gravou o CD "Nalva Aguiar" em 1999. Nele, a cantora contou com as participações especiais de Ivan Lins, Chitãozinho e Xororó e Sérgio Reis, além do locutor de rodeios de Barra Mansa, declamando versos na faixa "Oração do Peão de Boiadeiro" (Renato Teixeira). Ao que consta, sem considerar as coletâneas, esse é o CD mais recente gravado pela Grande Dama da Música Sertaneja, como vem sendo considerada a Nalva Aguiar, uma das convidadas em 2010 do show “Emoções Sertanejas” em homenagem aos 50 anos de carreira do Roberto Carlos.

01 - 1971 - Davy (Sklerov – Isolda)
02 - 1971 - Por favor dance comigo (Dom - Ravel)
03 - 1971 - Andando pelas estrelas (Watch the stars) (J.Renbourn - J.Mc Shee - Zapatta)
04 - 1971 - Calça Lee (Isolda - Milton Carlos)
05 - 1971 - Véu de noiva (Zapatta)
06 - 1970 - José (Joseph) (Georges Moustaki - Nara Leão)
07 - 1971 - Interlagos (Renato Teixeira)
08 - 1971 - Não corto mais os meus cabelos (Renato Teixeira)
09 - 1971 - Sodade, meu bem, sodade (I'm waiting) (Zé do Norte - Willy Lovitz)
10 - 1971 - Meu bem profissão cantor (Demétrius)
11 - 1969 - O Record (Dom)
12 - 1969 - Meu dia vai chegar (I'm gonna make you mine) (Tony Romeo – Fred Jorge)
13 - 1970 - Menino (Nalva Aguiar)
14 - 1970 - É tarde agora (Cezar – Alexandre Cirus)
15 - 1970 - Tu és meu tudo (Fernando Reis – Roberto Luiz)
16 - 1969 - O rapaz por quem estou apaixonada (Cláudio Fontana)
17 - 1969 - Adeus (Goodbye) - (Lennon – McCartney – Fred Jorge)
18 - 1972 - Não volto mais (Rock and roll lullaby) – (B. Mann – C. Well – Wando)
19 - 1972 - O que era nosso (Don’t take your love away) – (T. Hatch – J. Trent – Fred Jorge)
20 - 1976 - Beijinho doce (Nhô Pai)- Bônus

Nalva Aguiar - Primeira gravações - Volume 1

Primeiro volume apresenta as 20 gravações da cantora na gravadora Chantecler

Esta coletânea apresenta as 20 gravações feitas pela Nalva Aguiar no período em que pertencia ao cast da gravadora Chantecler, entre 1966 e 1968. São os primeiros registros musicais da cantora, hoje conhecida como a “Grande Dama da Música Sertaneja. No início da carreira, o repertório era da Jovem Guarda, com exceção de “O cantador”, de Dori Caimmy e Nelson Motta, música finalista do III Festival da Record, defendida originalmente por Elis Regina. Nessa rara gravação, Nalva exibe todo o seu talento e mostra que é capaz de interpretar vários gêneros musicais.

Nascida na cidade de Tupaciguara-MG, no dia 09 de outubro de 1945, Nalva começou a cantar em festas e também na emissora de rádio de sua cidade-natal, além de outras emissoras de rádio da região e também na TV Triângulo Mineiro. Na primeira metade da década de 1960 participou de um dos discos da dupla "Nísio e Nestor". No ano de 1966, a cantora trocou sua Tupaciguara natal pela capital paulista, onde morava o primo Luiz Aguiar, radialista e também cantor do hit "Eu sou alguém". Em 1967, Nalva regravou “Vem quente que eu estou fervendo”, sucesso na voz de Erasmo Carlos, e a incluiu no filme "Adorável Trapalhão", com Renato Aragão, também em início de carreira.

Nalva, com a carreira engrenada, ainda regravou “Prova de fogo” (sucesso de Wanderléa), “Coração de madeira” (uma resposta ao sucesso de Sérgio Reis “Coração de papel”) e a versão de Pata Pata, hit de Miriam Makeba. Em 1968, último ano na Chantecler, a cantora ainda lançou dois compactos simples, com as músicas “Segura esse samba ogunhê” e “Morunga morunguê” no lado A, e ainda participou do LP “O carnaval da picaretagem”, acompanhada pela Banda Jovem, do maestro Edmundo Peruzzi. Confira:

01 - 1966 - É o amor (Aladim)
02 - 1966 - Garota diferente (Amore di tabacco) (Buffoli – Pallavicini – Gláucia Prado)
03 - 1967 - Vem quente que eu estou fervendo (Carlos Imperial – Eduardo Araújo)
04 - 1967 - Diga que sim (Wilson Tavares)
05 - 1967 - Prova de fogo (Erasmo Carlos)
06 - 1967 - O cantador (Dori Caimmy e Nelson Motta)
07 - 1967 - Coração de madeira (José Luiz)
08 - 1967 - Além de nós (Hélio Matheus)
09 - 1967 - Pata pata (Miriam Makeba – Ragovoy – Rosa Maria)
10 - 1967 - Triste demais (Deny)
11 - 1968 - Segura esse samba ogunhê (Osvaldo Nunes)
12 - 1968 - Estou gamada (Luiz Wanderley)
13 - 1968 – Morunga, morunguê (Luiz Wanderley)
14 - 1968 – Carrossel (Deny)
15 - 1968 - La, la, la (Manuel de la Calva – Ramon Arcusa – Antonio José)
16 - 1968 - No dia em que parti (Carlos Roberto)
17 - 1968 - Pra nunca mais chorar (Carlos Imperial – Eduardo Araújo)
............... Pata pata (Miriam Makeba – Ragovoy – Rosa Maria)
18 - 1968 - Tenho um amor melhor que o seu (Roberto Carlos)
19 - 1968 - Vesti azul (Nonato Buzar)
20 - 1968 - Fala, mangueira (Mirabeau – Milton de Oliveira
............... Segura esse samba ogunhê (Osvaldo Nunes)

domingo, 14 de agosto de 2011

Ary Sanches - Convite para ouvir (2003)

Ary continua fiel ao repertório romântico que o acompanha desde o início da carreira


Depois da postagem anterior, uma antologia com as primeiras gravações de Ary Sanches, nada como conferir a performance do cantor com o mais recente CD “Convite para ouvir”. Nota-se, pelo repertório, que o cantor continua fiel “A Granada Romântica” dos tempos da Jovem Guarda. Agora, com a voz mais amadurecida, ele interpreta grandes clássicos como “Eu sonhei que tu estavas tão linda”, “De volta pro aconchego”, “Como vai você” e outras da MPB. Além disso, o cantor incluiu também clássicos do cancioneiro italiano, como “Dio come ti amo”, “Io che amo solo te”, “Volare” e outros. Confira:

01. Contigo aprendi
02. Como vai você
03. Io che amo solo te
04. Porto solidão
05. La puerta
06. Eu sonhei que estavas tão linda
07. De volta pro aconchego
08. Dio come ti amo
09. Brigas
10. Matriz ou filial
11. As rosas não falam
12. Volare


Ary Sanches: A granada romântica (Antologia)

Ary gravou o primeiro disco em 1966 e ganhou prêmio de cantor revelação em 1967

“A Granada Romântica”. Foi com este apelido, dado por Roberto Carlos quando o apresentava no programa Jovem Guarda, que Ary Sanches ficou conhecido no período de grande sucesso. Esta coletânea traz as duas primeiras gravações – O adeus e Eu fiz você chorar –, músicas do primeiro LP e faixas lançadas em compactos. A grande maioria é, portanto, do período que recebeu o troféu Chico Viola de cantor revelação de 1967. Conquistou muitos fãs, entre os quais o ex-presidente Juscelino Kubitschek.

Ary Sanches nasceu em 1944 no tradicional bairro da Mooca, em São Paulo. Ainda adolescente, Ary era atração em todas as festas tradicionais realizadas no seu bairro e também no Brás e no Bexiga. Aos 17 anos, depois de uma apresentação, Ary foi convidado pelo consagrado cantor Gregório Barrios - conhecido como o Rei do Bolero - a conhecer o Avenidas Danças, em São Paulo. Ali o jovem cantor se deparou com as Orquestras dos maestros Silvio Mazuca e Osmar Milani e com o talento dos cantores Cauby Peixoto, Agostinho dos Santos, Ângela Maria e Elza Soares, entre outros.

Nessa época foi contratado com o Grupo Orfeu para cantar em navios e shows internacionais. Em 1965, durante uma apresentação no Restaurante Fasano, em São Paulo, Ary conheceu Roberto Carlos, ídolo da Jovem Guarda que já despontava com grandes sucessos. A empatia entre os dois foi imediata e Roberto o convidou para participar do Jovem Guarda na Rede Record.

Todos os participantes do programa recebiam um apelido. Ary, pelo repertório romântico, ficou conhecido como A Granada Romântica. Roberto Carlos, ao apresentá-lo, tinha um gesto característico: com habilidade mímica, pegava uma granada e a arremessava com o corpo encurvado, enquanto as mãos encobriam os ouvidos. “O adeus” foi o seu grande sucesso. Por cantar hits internacionais, Ary era frequentemente convidado a participar de programas de grande audiência, no Rio e em São Paulo, tais como: Astros do Disco, Rio Hit Parade e Show do dia 7, entre outros.

Com o fim do Jovem Guarda, Ary Sanches e outros conhecidos cantores da época foram levados por Silvio Santos, ainda na Rede Globo, para o programa Os Galãs Cantam e Dançam aos Domingos – 1970 a 1973. A carreira ainda lhe reservava surpresas. Em 1974, Ary foi contratado por um grupo de empresários para atuar internacionalmente. Foram 12 anos viajando, especialmente para países da Europa, e diversas apresentações em navios. Até hoje, Ary viaja frequentemente, tem seu trabalho respeitado e seus shows fazem muito sucesso em outros países.

Em 1986 voltou a trabalhar com Silvio Santos no programa Qual é a Música. Logo depois, em 1989, Ary montou seu próprio grupo musical - a Banda 4ª Dimensão - e, com o formato Baile Show, passou a realizar diversas apresentações por todo o país. O casamento deu certo e a agenda do grupo é preenchida por apresentações em grandes eventos empresais, festas temáticas, formaturas, casamentos e shows em geral.

Confira o repertório:

01 - Granada
02 - O adeus
03 - Israel
04 - Só você
05 - É você (Eres tu)
06 - Eu fiz você chorar
07 - A estátua
08 - Ei, meu pai
09 - Tudo acabado
10 - Juro por Deus
11 - Lembranças
12 - Graças a Deus
13 - Balada número 7
14 - Vida minha
15 - Paris em agosto
16 - Tenezza (Ternura)
17 - Que será
18 - Olhos azuis
19 - Volare
20 - Legato a te

sábado, 13 de agosto de 2011

Waldireni - Singles & Raridades

Coletânea apresenta gravações da Waldireni lançadas em compactos e projetos especiais

Antes que alguém peça correção em relação ao nome da cantora, vou logo esclarecendo: a grafia está correta. Waldireni, com “i” no final”, é o nome de batismo da cantora, que iniciou a carreira como Waldirene, por achar que era o correto. Recentemente, ao rever o registro de nascimento, a cantora constatou que ao longo da vida assinava o nome errado. Em 2009, ao lançar o primeiro CD da carreira, com algumas regravações do próprio repertório e de outros artistas, como Casaco Marrom (Evinha) e Hey Boy (Os Mutantes), a cantora adotou a grafia correta. Esta coletânea traz gravações lançadas em singles e projetos especiais. A única exceção é “Hey boy”, incluída apenas para servir de amostra e incentivar a compra do mais recente álbum.

Waldireni foi descoberta pelo saudoso radialista Ademar Dutra quando se apresentou na festa do Dia das Mães de 1966 no colégio em que estudava. Impressionado pela afinação da garota, nascida no Bairro da Lapa (SP) e ainda menor de idade, Ademar propôs levá-la na RCA Victor para gravar uma música que tinha em mãos - justamente "A garota do Roberto", rejeitada pelas cantoras Silvinha e Vanusa, que também iniciavam carreira. Ambas acharam a letra muito pretensiosa, pois a canção era uma resposta a "É papo firme", que fazia muito sucesso na voz de Roberto Carlos.

Para Waldireni foi um grande achado. O disco de estreia também ganhou importância devido ao lado B, responsável pelo lançamento da música "Só vou gostar de quem gosta de mim", de Rossini Pinto, regravada com sucesso por Roberto Carlos. A cantora, presença constante no Jovem Guarda, programa da TV Record que deu origem ao movimento liderado por Roberto, Erasmo Carlos e Wanderléa, obteve outros sucessos, como "Meu Benzinho", "Tempestade em copo d'água" e "Eu te amo, tu me amas" (esta em dueto com o cantor George Freedman). Graças ao primeiro êxito musical, passou a ser apresentada carinhosamente por Roberto Carlos como "A garota papo firme", apelido que se confunde com "A garota do Roberto".

Ao longo da carreira, gravou inúmeros compactos simples e duplos, mas apenas dois LPs, um pela RCA Victor e outro pela Tapecar. Também integrou o cast das gravadoras Continental e Copacabana. Após um hiato na carreira, Waldireni participou dos shows comemorativos aos 30 e 35 anos da Jovem Guarda, gravou o primeiro CD e participou do álbum de relançamento da terceira formação da banda The Clevers com a regravação de “Oh, Carol”, sucesso de Carlos Gonzaga. Recentemente, lançou a biografia "Waldirene - A garota do Roberto", de Márcio Herdade, pela Livraria e Editora Pontes (veja foto acima). Chama a atenção o fato de que, apesar de ter adotado o nome de batismo, a capa traz a antiga grafia, aumentando ainda mais a confusão entre os fãs.

CD – 01

01 - 1967 - Só vou gostar de quem gosta de mim
02 - 1967 - Vem quente que eu estou fervendo
03 - 1967 - Tempestade em copo d'água
04 - 1967 - Nem sei o que faço
05 - 1968 - Eu preciso de carinho
06 - 1968 - Do-ré-mi
07 - 1969 - Meu benzinho (Mendocino)
08 - 1969 - Eu gosto demais de você (The groovlest girl in the world)
09 - 1969 - Volte meu bem (Per un amore)
10 - 1969 - Traços de amor (Traces)
11 - 1970 - Eu te amo, tu me amas (com George Fredman)
12 - 1970 - Quem espera sempre alcança (com George Freedman)
13 - 1970 - A culpada sou eu
14 - 1970 - Coração de mãe não se engana
15 - 1970 - Você e eu (com George Freedman)
16 - 1970 - O nosso amor (com George Freedman)
17 - 1970 - Não se preocupe
18 - 1971 - Trem fantasma
19 - 1971 - Namorado
20 - 1972 - Sou rebelde (Soy rebeld)
21 - 1972 - Uma noite alegre (Such a funny night)
22 - 1973 - Balanço geral
23 - 1973 - Fala

CD – 02

01 - 1973 - Taka taka
02 - 1974 - Solidão
03 - 1977 - Quando você foi embora
04 - 1977 - Teu desprezo
05 - 1980 - Ama-me uma vez mais (Do that to me one more time)
06 - 1980 - Amame una vez mas (Do that to me one more time)
07 - 1981 - Ama-me
08 - 1981 - Quero ser livre
09 - 1981 - O amor existe (Me and I)
10 - 1981 - Olhos de serpente (On and on and on)
11 - 1981 - Sonhar entre nuvens (Sunshine on my shoulders)
12 - 1982 - No céu, na terra, no mar (Here, there and everywhere)
13 - 1982 - Canta menino (Canta bambino)
14 - 1982 - Queima como fogo
15 - 1982 - Quero te dar meu amor
16 - 1995 - A garota do Roberto
17 - 2009 - Hey boy
18 - 2009 - Oh! Carol (com The Clevers)
19 - 2000 - A garota do Roberto (ao vivo)
20 - 2000 - Gatinha manhosa (ao vivo)
21 - 2005 - A garota do Roberto (ao vivo)
22 - 2005 - Splish splash (ao vivo)

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Os Canibais - Canibais! (2009)

CD mais recente traz novas músicas e regravações de clássicos da Jovem Guarda

Alô, alô, canibalhada: aqui está o mais recente álbum de Os Canibais. Decidi postá-lo aqui porque todas as faixas estão disponibilizadas para download no site da banda. A diferença é que criei contracapa e selo para o CD, já que a banda oferece apenas a capa. O álbum, desta vez, é mais autoral e traz consigo o verdadeiro espírito da Jovem Guarda, segundo Aramis Barros, um dos fundadores da banda e responsável pela direção do CD. Na página, ele revela que o projeto foi baseado nas gravações do Traveling Willburys, com quem a banda se identifica, e sofreu forte influência dos Beatles, Rolling Stones, Eric Clapton e outros, além de apresentar uns toques de coisas que a banda curtiu ultimamente.

Entre os destaques, Aramis aponta “Se manda, vai a luta, sai daqui”, uma bem humorada canção com o mais perfeito clima da Jovem Guarda. “Reparem nos vocais típicos do Traveling Willburys, no solo de órgão típico com a sonoridade característica do grande Lafayette e na fusão do solo de guitarra tradicional tipo The Ventures, com a moderna execução com over-drive no final. Uma mistura saudável recomendada em doses livres, sem contra-indicações...”, cita. Ainda no site, ele revela que o disco traz, a pedidos de amigos, a regravação de “Hoje ainda é dia de rock”, de um antigo demo feito para a Polydor e que permaneceu inédita estes anos todos.

“Isso nos animou a registrar outros sucessos dos nossos shows, como “A primeira lágrima”, com arranjo diferenciado do original do Renato e Seus Blues Caps, com vocais e cordas. Depois ainda vieram ”Você me acende”, “Erva venenosa”, que a banda já bombava ao vivo também, e “Jovem Guarda” , um belíssimo e antológico “hino” do Leno em homenagem a melhor e mais criativa fase pioneira do pop-rock nacional, com uma versão especial no mais puro estilo “Byrds” com toques de guitarra Rickenbacker de doze cordas. Um clássico que vai ficar pra sempre!”, declara Aramis no site da banda. Confira o resultado final:

01. Erva Venenosa (Poison Ivy)
Leiber - Stoller - Vs. Rossini Pinto)

02. Hoje Ainda é Dia de Rock
(Zé Rodrix)

03. Mexe Pra Bombar
(Leo Bari - Fabianno Almeida)

04. Tão Perfeito, Tão Real
(Aramis Barros-Cosme de Abreu)

05. Tão Pouco pra ser Feliz
(Mauro Machado - Aramis Barros)

06. One Way Love
(Alan Willians)

07. A Primeira Lágrima
(Renato Barros)

08. Flores Partidas
(Aramis Barros)

09. Você me Acende (You Turn me On)
(Ian Withcomb - Vs. Erasmo Carlos)

10. Se manda, vai a luta, sai daqui!
(Aramis Barros - Roosevelt Tadeu)

11. Quero Você
(Aramis Barros - Michel Barros)

12. Jovem Guarda
(Leno)

13. Amigos do Peito
(Aramis Barros)

FICHA TÉCNICA

Direção: Aramis Barros
Produzido por: Canibais!
Estúdios de Gravação: Oceania e Visom
Técnico de Gravação: Junior Fazenda
Mixagem: Everson Dias para Eversongs Studio
Masterização: Fernando Lee para Visom Digital
Músico adicional: Junior fazenda - teclados

Os Canibais - Antologia (1966-1974)

Coletânea traz "Gipsy woman”, tema internacional da novela “Explode coração”, de 1995

A banda Os Canibais, formada no final de 1964, no Rio de Janeiro, perdeu espaço na mídia nos anos 70, assim como vários contemporâneos da Jovem Guarda. Gravou o último compacto simples em 1974, mas seus componentes – amigos de longa data – mantiveram a relação e retornaram em 2006 com o CD “Vintage – A máquina do tempo”, disponibilizado no site da banda para download. Esta antologia traz todas as gravações da primeira fase do grupo, desde o primeiro compacto simples em 1966 até as duas músicas do último single em 1974, além da canção “Gipsy woman”, gravada especialmente para a trilha internacional da novela “Explode coração” em 1995. Destacam-se, entre as faixas, as duas marchas – “Carnaval...sa é legal” e “Vem Cinderela” – lançadas para o carnaval de 1968.

Tudo começou por volta do final de 1964 no pátio do Colégio Estadual Souza Aguiar, no centro do Rio de Janeiro, região onde moravam os componentes da sua primeira formação. Originalmente fundado por dois executivos do mercado do disco: Aramis Barros (ex Som Livre) e Max Pierre (Universal), Os Canibais de hoje ainda têm da sua antiga formação - além de Aramis Barros nos vocais e violão -, o Mauro Machado Jr na guitarra e o Roosevelt no órgão e piano. A nova geração de Canibais se completa com Michel “Yogi” Barros no baixo, Roberto Lopes nos teclados e Cosme de Abreu na bateria.

A banda surgiu em meio a Jovem Guarda. Foi uma das raras bandas de rock nacional a ter bastante exposição graças a participações seguidas em programas jovens que passavam a surgir na televisão. Revelados em um destes programas, Festa do Bolinha, de Jair Taumaturgo, esta banda carioca se tornou um dos mais respeitados grupos de bailes do então estado da Guanabara. Uma excursão pelo Norte e Nordeste acaba rendendo um contrato com o selo Mocambo, de Recife. Com lançamentos a partir de 1966 pelo selo Rozenblit, chegam às lojas os primeiros singles, quase todos com versões em português de material estrangeiro. O primeiro destes foi “Eu não me enganei” (We can work it out) e Para o meu bem (Ticket to ride), dos Beatles.

Entre outros títulos estão “Lá, lá, lá”, primeiro lugar do Festival Eurovisão de 1968, “Descubram Onde Meu Bem Está,” versão de “Wonder Where My Baby is Tonight” (dos Kinks), “Quase Fico Nú”, versão de “Everything You Do” (dos Searchers) e “Felizes Juntinhos”, versão do clássico dos Turtles, “Happy Together”. A banda gravou apenas um LP homônimo em 1967. Em 1970, Os Canibais gravam para a Polydor a canção “Hoje é dia de rock”, de Zé Rodrix, mas o material acaba não sendo lançado e a gravadora não assina contrato com o grupo.

Com a virada da década, o grupo segue as influências da época, onde o rock nacional pós Tropicalismo espelhava cada vez mais em Os Mutantes. Foi nesse cenário que a banda grava em 1972 um LP com novo nome, Bango, álbum que passou despercebido e ao longo dos anos passou a ser muito procurado por colecionadores. O grupo ainda chegou a colocar no mercado um último compacto simples em 1974 pela Musidisc antes de encerrar atividades.

01. 1966 - Eu não me enganei (We can work it out)
02. 1966 - Para o meu bem (Ticket to ride)
03. 1966 - Gina
04. 1966 - Sou canibal
05. 1967 - O prego (Love me, kiss me)
06. 1967 - Felizes juntinhos (Happy together)
07. 1967 - Carnaval...sa é legal (marcha)
08. 1967 - Vem Cinderela (marcha)
09. 1967 - Lindo sonho
10. 1967 - Um milagre aconteceu (Magic potion)
11. 1967 - Garota teimosa (Time won't let me)
12. 1967 - Quase fico nu (Everything you do)
13. 1967 - Ao meu amor
14. 1967 - A praça
15. 1967 - Descubram onde o meu bem está (Wonder were my baby is tonight)
16. 1967 - Se você quer (See me back)
17. 1967 - Nosso romance
18. 1968 - Lá lá lá
19. 1968 - Pense só em mim
20. 1969 – Reencontro
21. 1969 - Você não vai
22. 1974 - Hoje, amanhã
23. 1974 - Canção de um homem na estrada
24. 1995 - Gipsy woman (Tema da novela Explode coração)


domingo, 7 de agosto de 2011

Ian Whitcomb: You turn me on (Você me acende)

Erasmo Carlos não teve coragem de gravar a versão da música com a voz em falsete



Gosto de postar curiosidades. Erasmo Carlos relata no encarte do CD duplo “Esquinas do tempo – 1960 – 2000”, uma coletânea que celebra os 40 anos de carreira do Tremendão, sobre este disco. Trata-se da gravação original de "Você me acende". Erasmo conta que ouvia a música “You turn me on” na Rádio Mundial, pois o Big Boy a tocava. “O disco original ainda não tinha chegado às lojas do Brasil. Então, a rapidez da época me favoreceu. Eu ouvi, fiz a versão e a lancei no Jovem Guarda sem tê-la gravado ainda, pois estava doido para cantá-la.

“Na semana seguinte, ligaram pra mim da gravadora: “Erasmo, que diabo de música é essa que está todo mundo procurando por aí? Ninguém está encontrando e a gente não sabe que música é essa”. E eu respondi: “Pô, mas eu ainda nem gravei”. E eles concluíram: “Pô, você tem que gravar agora porque a gente vai lançar semana que vem”. Eu tive que ir pro estúdio correndo, gravei com os Fevers, e, em tempo útil, o compacto saiu e foi um sucesso”.

Erasmo também relata um fato interessante. “Na gravação original, Ian Whitcomb cantava em falsete e eu não tive coragem na época – por machismo – de cantá-la em falsete”, confessa. Pois a gravação original foi o maior sucesso da carreira do cantor e compositor Ian Whitcomb (nascido Ian Whitcomb Timóteo, 10 de julho de 1941, na Inglaterra). Alcançou o número 8 no Billboard Hot 100 chart em 1965. No Brasil, o disco foi abafado pelo sucesso da versão do Erasmo Carlos que, convenhamos, é melhor do que a original:

Lado 1 – You turn me on (Você me acende)
(Ian Whitcomb)
Lado 2 – This sporting life (Vida esportiva)
(Ian Whitcomb)

sexta-feira, 5 de agosto de 2011

Cleide Alves: Canção de nós dois (1970)

Música que dá título ao último LP da Cleide Alves foi composta por Vinicius de Moraes

O segundo e último LP da Cleide Alves, lançado em 1970 pela RCA Victor, mostra que a cantora estava empenhada em evoluir musicalmente. O primeiro indício está no repertório, sem nenhuma versão, e com autores nacionais. A música que dá título ao disco “Canção de nós dois” é uma composição do poeta Vinicius de Moraes. Outro indício de evolução está nos arranjos bem elaborados e na variedade de estilo que passa pela marcha-rancho, psicodelia e country music. O disco não teve a divulgação necessária, passou despercebido e se tornou uma raridade.

Um dos destaques é a música “Tenho minhas razões”, uma rara composição da dupla Rossini Pinto, cantor e compositor de grandes sucessos do repertório da Jovem Guarda, e Roberto Carlos. O rei, aliás, esteve presente desde o início da carreira da cantora, pois ambos participavam dos programas do Carlos Imperial no Rio. Cleide começou a carreira na época em que a Bossa Nova ganhava terreno sobre a fase inicial do rock, e se afastou do disco justamente no período em que iniciaria a febre provocada pela Jovem Guarda. O último disco da primeira fase foi o LP produzido por Roberto Carlos em 1964. Só retomou a carreira em 1968, quando o movimento perdia espaço para a Tropicália.

Na reportagem da revista Sétimo Céu (veja ao lado), a cantora revela que se afastou por “problemas familiares” e anuncia o lançamento do single “Você não serve para ser meu namorado”, com “Não me diga adeus agora” no lado B, que teria vendido 8 mil cópias na primeira semana. O grande sucesso viria ainda em 1968 com a música “Nunca amei um homem igual a você”, de Cláudio Fontana, lançado no final do ano em single com “Meus dois namorados”, de Luiz Ayrão e Ernesto Escudeiro, na outra face.

O fato é que, depois deste LP, a cantora se afastou definitivamente do meio artístico. Só retornou em 1985 para participar, a convite de Roberto Carlos, do seu especial de fim de ano “Jovens tardes de domingo”, programa que reuniu os principais nomes da Jovem Guarda. Dez anos depois, para comemorar os 30 anos do movimento, Cleide Alves voltou ao estúdio para gravar “Estúpido cupido”, sucesso de Celly Campello, para a série de cinco CDs, produzida por Márcio, de Os Vips.

01. Você já teve a sua chance
(Getúlio Cortes)
02. Devagar, quase parando
(Fábio – Paulo Imperial)
03. Quero somente o seu amor
(Edil Junior)
04. Se eu fosse dona de você
(Luiz Keller)
05. Tim-tim por tim-tim
(Odair José – Rossini Pinto)
06. Depois da ladainha
(Othon Russo – Niquinho)
07. Eu faço parte de você
(Pedro Paulo)
08. O que você fez
(Elizabeth Sanchez)
09. Canção de nós dois
(Vinicius de Moraes)
10. O mundo que sonhei
(Sidney Quintela)
11. Promessinha
(Carlos Pedro)
13. Tenho minhas razões
(Roberto Carlos – Rossini Pinto)

Download aqui

Twist, Hully Gully e Cleide Alves (1964)

LP de 1964, antes da estreia do programa Jovem Guarda, foi produzido por Roberto Carlos

Este é o primeiro LP da cantora Cleide Alves, lançado em 1964 pela RGE. Quem acompanhava o blog Túnel do Tempo, em sua primeira versão, deve se lembrar que este disco foi uma das minhas colaborações. Decidi postá-lo aqui, apesar de não ser nenhuma novidade na web, para quem ainda não o baixou e também porque a próxima postagem será o segundo e último LP da cantora, lançado em 1970 pela RCA Victor.

O que nem todos sabem, mesmo porque não consta na ficha técnica, é que este disco foi produzido por Roberto Carlos, amigo da cantora desde o início da carreira. O rei não só produziu, como também participa como compositor de cinco das 11 faixas do disco, quatro das quais em parceria com Erasmo Carlos – um privilégio de poucos. Afinal, na época, a cantora era conhecida por “A estrelinha do rock”. Depois desse disco, Cleide lançou um compacto simples com “Hully gully do guarda”, incluída como bônus nesta postagem, e “Mamãe acha que é normal”, em 1964, para depois se afastar por quatro anos da carreira artística.

Uma reportagem, publicada em 1968 na revista Sétimo Céu, anuncia o seu retorno ao disco e informa que a mesma se afastou por “problemas familiares”. Na sequência, informa que a RCA Victor a convidou para retornar ao disco, principalmente por ter sido a primeira a gravar uma composição do Roberto Carlos e também por ser, na época, a única a ter um LP produzido pelo rei. Confira o resultado:

01. Cara de pau
(Roberto Carlos - Janete Adib)
02. Surpresa de domingo
(Roberto Carlos - Erasmo Carlos)
03. Mamãe acha que é normal
(Roberto Carlos - Erasmo Carlos)
04. Por toda vida
(Hélio Justo - Erly Muniz)
05. Estou ficando louca
(Nelson Ribeiro)
06. Beijo quente
(Roberto Carlos - Erasmo Carlos)
07. Como eu balanço (Guarda Come Dondalo)
(Rossi - Vianello – Versão: Hélio Justo)
08. Sugar shack
(K. McCormack - F. Voss – Versão: Erasmo Carlos)
09. Brotinho transviado
(Roberto Carlos - Erasmo Carlos)
10. Vai
(Rossini Pinto - Paulo César)
11. Broto malvadinho
(Ed Wilson)
12. Hully gully do guarda (Bônus)

Cleide Alves: compacto duplo de 45 RPM (1961)

Segundo disco da cantora Cleide Alves foi lançado pelo selo Copacabana em 1961

Cleide Alves é uma das cantoras do primórdio do rock, contemporânea de Celly Campello, mas está praticamente esquecida do grande público. É mais lembrada quando se canta o trecho de “Festa de arromba”, no qual “Wanderléa ria e Cleide desistia de agarrar um doce que do prato não saia”. Apesar da fama de “gulosa”, eternizada no clássico de Roberto Carlos e Erasmo Carlos, a cantora ainda nem tem sua biografia no Wikipedia.

Sabe-se, caso estejam corretas as informações disponíveis na Internet, que nasceu no dia 5 de dezembro de 1946 no Rio de Janeiro. Começou a cantar no Clube do Guri e gravou em 1960, aos 13 anos, o primeiro disco, um 78 rpm pela gravadora Copacabana, interpretando "Help, help, Mammy", de Fernando Costa, Alfredo Max e Chamarelli e "Seguindo e cantando", de Roberto Correa. Ambas as gravações contam com Betinho e seu Conjunto no acompanhamento, apesar da falta de crédito no disco.

Esta postagem traz as duas canções desse primeiro disco, uma como bônus, e outra como integrante do compacto duplo de 1961 com “Vamos pra escola”, “Sonho na colina” e “Perfeito amor”. Trata-se de um single do selo Copacabana de 45 RPM, formato que não se popularizou no Brasil. Após este disco, Cleide dividiu em 1962 com o cantor Reynaldo Rayol – irmão do Agnaldo - e o conjunto Renato e Seus Blue Caps, o LP “Twist”, interpretando “Chega”, “Hei brotinho”, “Namorando” e “Meu anjo da guarda” (primeira música gravada no mesmo ano por Wanderléa). Em 1963, mesmo sem saber, seria a primeira cantora a gravar uma música, o twist "Procurando um broto", do pouco conhecido cantor e compositor Roberto Carlos.

Por enquanto, vamos curtindo essas primeiras gravações da cantora mirim:

01. Vamos pra escola (School bus)
(Boudleaux Bryant – versão: Oiram Santos)
02. Help, help, mamye (com Betinho e seu conjunto)
(Fernando Costa – Alfredo Max – A. Chamarelli)
03. Sonho na colina
(Lewis – Stock – Rose – versão: Paulo Murillo)
04. Perfeito amor (Perfect lover)
(Dennise Norwood – versão: Paulo Rogério)
05. Seguindo e cantando (Com Betinho e seu conjunto) - Bônus
(Roberto Corrêa)

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

v.a. - Jovem Guarda - As 25 mais da Paladium

Músicas gravadas entre 1966 e 1968 pelo selo Paladium estão reunidas nesta coletânea

Em primeiro lugar, o meu agradecimento ao amigo Augusto, do blog Toque Musical, um dos mais completos da Internet, por autorizar a postagem desta coletânea, formada por músicas de vários discos disponibilizados por ele e que foram lançados pelo selo mineiro Paladium. Achei muito interessante o acervo da gravadora, formado por sambas, orquestras, músicas românticas internacionais, jovem guarda e até bossa nova. Decidi separar algumas faixas do repertório da Jovem Guarda e formar a presente seleção para meu acervo particular. Achei que, para compartilhá-la no SM, eu deveria consultar o dono do vasto acervo da gravadora. O Augusto não só dispensou a formalidade, como também me convidou para preparar uma coletânea para o TM a fim de divulgar o SM. Não é o máximo? Augusto, mais uma vez, o meu muito obrigado.

Costumo traçar alguns comentários sobre os intérpretes e as músicas em cada postagem. Desta vez, mesmo se desejasse, não conseguiria comentar absolutamente nada sobre os intérpretes, todos desconhecidos, das canções gravadas entre 1966 e 1968. Exceções para Analfabitles e para Alipio Martins, caso seja o cantor com o mesmo nome que fez sucesso nos anos 70. A gravadora, segundo informações do Augusto no TM, não trabalhava exatamente com artistas renomados e nem tinha artistas contratados e exclusivos em sua folha de pagamento. Os músicos trabalhavam como freelas, de acordo com os projetos comerciais da gravadora, que se diferenciava da concorrência por vender discos a domicílio, como faz a Avon na área de cosméticos.

A estratégia era vender caixas de LPs – geralmente com seis unidades cada – dos mais variados estilos. A razão pela qual seus discos, quando os encontramos por aí, não apresentarem uma ficha técnica, se deve ao fato de que os mesmos faziam parte desse pacote, vendido de porta em porta por todo o Brasil. Até mesmo os nomes dos artistas e orquestras nacionais e internacionais eram fictícios. A ordem era vender, apesar da boa qualidade do conteúdo. Hoje, os discos da Paladium são disputados por colecionadores, principalmente por estrangeiros.

Tudo começou em 1963 com a criação da MGL - Minas Gravações Ltda, incentivada pelo maestro paulista Peruzzi. Ele convenceu Dirceu Cheib e seu sócio a bancarem um disco seu. Para não ficar no negócio de um só disco, Peruzzi achou que seria bom a MGL ter outros lançamentos. Daí, nasceram mais três álbuns. A partir do quinto título, em 1964, o selo MGL deu lugar ao Paladium. Nos primeiros momentos, as gravações eram feitas em estúdios de São Paulo e com músicos paulistas. Depois, para reduzir as despesas, Cheib e sua equipe passaram a fazer as gravações em Belo Horizonte.

Sem estúdio próprio, que seria inaugurado em 1967, a gravadora adotou a capelinha de São Francisco de Assis, na Pampulha, criada por Oscar Niemayer, como o local ideal para suas gravações. Muitos desses discos do selo Paladium nasceram na igrejinha e foram concebidos de madrugada. Nessas aventuras pela noite a dentro participaram músicos que hoje são artistas mineiros famosos, como o maestro e arranjador Aecio Flávio. A Paladium tem uma história interessante. O amigo Augusto, do TM, pretende trazê-la à luz do nosso conhecimento por meio de um projeto cultural, com apoio institucional ou de leis de incentivo. “Já tenho muito material de pesquisa coletado e todo o esquema montado para isso”, anuncia ele no TM. Desejamos boa sorte amigo nessa empreitada. Quem sabe, assim, possamos saber um pouco mais sobre os discos e as gravações que estão nesta coletânea. A propósito, as faixas originais de “Eu bato em todos” (Alipio Martins) e “Quando” (Jamal) apresentaram falhas de gravação e foram devidamente editadas:

01 - Os Apaches – Lider Landromatic
02 - The Black Boys – Pica-pau
03 - Os Agitadores – Studio 17
04 - The Terribles – Pega ladrão
05 - Turma da Lenha – É o tempo do amor
06 - Gemini 7 – Vai
07 - The Rock Fingers – Wilds things
08 - Alipio Martins – Eu bato em todos
09 - Os Abutres – Datemi un martello (If a had a hammer)
10 - The Wood Face – Isso é viver
11 - Bi-Tons – O que há de mal em mim
12 - Beagá Band's – Negro gato
13 - Redig – San Francisco
14 - Conjunto Paladium – The ballad of Bonnie and Clyde
15 - The Hot Base – Lady madona
16 - Analfabitles – When summer is gone
17 - Os Intrepidos – Lonely
18 - The Hot Gang – Foi assim
19 - Dalva Righetti – Vestidinho
20 - Marcos Sann – Não brinque assim
21 - Adilson Adriano – Canta menina
22 - Sidney Jones e sua Orquestra – É tempo de amar
23 - Amir Francisco – Você não serve pra mim
24 - Jamal – Quando
25 - Os Intrusos – Como é grande o meu amor por você

terça-feira, 2 de agosto de 2011

Os Incríveis - Singles & Raridades

Coletânea da banda Os Incríveis comporta 40 gravações distribuídas em dois CDs

Uma boa notícia: finalmente, sem que eu fizesse coisa alguma, estou conseguindo escrever nos comentários. Já estava me sentindo incomodado com essa impossibilidade. Não sei até quando perdurará o tempo de bonança com o Blogger, mas até lá todos os links para download serão colocados no espaço reservado para comentários.

Depois de postar três singles do grupo Os Incríveis, achei que seria legar reunir as gravações avulsas, lançadas em singles e projetos especiais feitos a partir de 1967, quando os músicos trocaram o nome The Clevers pelo atual e mudaram de gravadora, da Continental para a RCA Victor, onde registraram os principais êxitos. A coletânea comporta dois CDs com 20 faixas cada, disponibilizadas por ano de gravação. Infelizmente, a discografia da banda na Internet não está completa, e muitos fãs ficam surpreendidos quando se deparam com gravações até então desconhecidas. Esta coletânea traz, por exemplo, o registro de “Aquarela do Brasil”, lançada em 1970 no LP “Disparo 70”, disco que reúne o cast da RCA. A gravação caiu no esquecimento e não consta na discografia da banda.

Outro exemplo é “Paulada no coqueiro”, de 1969, incluída em 1997 no CD “O melhor de Os Incríveis”. Até o momento desconheço em que disco foi lançada ou se trata de gravação inédita, como é o caso de “Árvore”, de Dom, lançada em 2006 no CD “Os Incríveis – Maxximum”. Consta que “Arvore” saiu num compacto simples em 1972, com “Viver” no lado B, apenas para divulgação, e não foi distribuído comercialmente. Também desconheço a origem da instrumental "España Cañi", de 1981, lançada no CD duplo "Os Incríveis - 100 anos de música", em 2001. O grande mistério é o single, incluído na discografia e que nunca encontrei, com a música “Corinthians”, de 1977, com "Isso é a felicidade", no lado B. Ficarei agradecido se alguém puder disponibilizar essas duas gravações - "Viver" e "Corinthians" - que faltam em minha coleção.

A banda Os Incríveis foi formada em 1962, em São Paulo, com o nome The Clevers, inspirado nos conjuntos instrumentais norte-americanos, muito populares na época, como The Ventures e The Shadows. Porém, aos poucos foram introduzindo músicas cantadas, interpretadas pelo guitarrista-base, Mingo, que tinha uma boa voz e chegou até a gravar isoladamente. As primeiras gravações datam de 1963 com um compacto e um LP, fazendo sucesso dentro do estilo twist, então na moda, com destaque para a música El Relicário.

Entre o fim da década de 60 e o início da seguinte, os artistas lançaram músicas muito populares como a versão "Era um Garoto que como Eu Amava os Beatles e os Rolling Stones" (Gianni Morandi, versão de Brancato Jr.), "Vendedor de bananas" (Jorge Benjor), "Molambo" (Jayme Florence - Augusto Mesquita), "O vagabundo" (versão de George Freedman para "Giramondo") e "Eu Te Amo, Meu Brasil" (Dom), canção identificada com o regime militar e que trouxe desprestígio para o grupo, que logo se dissolveu.

Alguns dos integrantes partiram para carreira solo, como Netinho, que fundou o grupo Casa das Máquinas e lançou em abril de 2009 sua autobiografia. No fim da década de 80 os músicos se reuniram mais uma vez, com formações variáveis, para apresentações e shows pelo Brasil. Participaram ainda dos discos e shows comemorativos dos 30 anos da Jovem Guarda, em 1995. A principal formação de Os Incríveis traz Mingo, voz e guitarra; Risonho, guitarra; Manito, teclados e saxofone; Netinho, bateria; Neno e depois Nenê, baixo.

CD – 01

01 - 1967 - Tartaruga
02 - 1969 - Santa Lucia
03 - 1969 - Tan-tan
04 - 1969 - Paulada no coqueiro
05 - 1970 - Aquarela do Brasil
06 - 1970 - Belinda
07 - 1970 - Herbie
08 - 1970 - Maria José
09 - 1970 - Se o meu fusca falasse
10 - 1970 - Que cosa linda
11 - 1970 - El vendedor de bananas
12 - 1971 - Ei, bicho
13 - 1971 - Hino da independência
14 - 1971 - Hino nacional brasileiro
15 - 1972 - Árvore
16 - 1974 - Cem milhões de corações
17 - 1975 - A chuva parou de cair
18 - 1975 - A estrela de David
19 - 1975 - Caminhemos
20 - 1975 - Debaixo da cachoeira

CD – 02

01 - 1975 - Quando amanhece
02 - 1975 - Você vai ser mamãe
03 - 1976 - Bye bye fraulin
04 - 1976 - Esse é um pais que vai pra frente
05 - 1976 - Este é o meu Brasil
06 - 1976 - Marcas do que se foi
07 - 1976 - Guarde teus beijos para mim
08 - 1976 - Pindorama
09 - 1977 - O Brasil é feito por nós
10 - 1977 - Você precisa acreditar
11 - 1978 - Goooo-ool! Brasil!
12 - 1978 - O canário vai cantar
13 - 1979 - O amor nasceu (Born to be alive)
14 - 1979 - A.C.M. (Y.M.C.A)
15 - 1981 - España Cañi
16 - 1995 - Era um garoto que como eu amava os Beatles e os Rolling Stones
17 - 1996 - O milionário (ao vivo)
18 - 1996 - O vagabundo (ao vivo)
19 - 1996 - Era um garoto... - Twist and shout – Satisfaction (ao vivo)
20 - 1996 - Era um garoto que como eu amava os Beatles e os Rolling Stones (ao vivo)