Pesquisar este blog

sábado, 14 de maio de 2011

Geraldo Vandré em espanhol (Single chileno - 1969)

Primeiro disco de Geraldo Vandré gravado no exílio
Capa original, branca como disco dos The Beatles

Aviso aos navegantes: não baixe este disco se você espera ouvir áudio de boa qualidade. É um single para fãs e colecionadores, pois as duas faixas estão com chiados, certamente extraídas de um compacto pra lá de detonado, que baixei por meio de um link que havia no blog argentino “Los que no se consiguen”, hoje fora do ar. O arquivo só trazia as duas faixas e a reprodução de imagens dos lados A e B deste single. Consegui recentemente a capa e contracapa, predominantemente brancas, do disco original, que estão na pasta. No blog, pra efeito de ilustração, posto a capa genérica (com a foto do artista) e a original, toda branca.

Trata-se de um disco raro, inédito no Brasil, em que Geraldo Vandré canta, em espanhol, a versão de “Caminhando” (Pra não dizer que não falei das flores) e “Desacordonar”, canção que – de acordo com pesquisa na Internet -  foi composta no Chile e com a qual venceu um concurso naquele País. Aproveito para deixar um pedido: se você tiver as duas canções em melhores condições, por favor, envie ao blog, que terei prazer em postá-las com os devidos créditos. Este disco, na minha opinião, tem valor histórico, pois foi produzido na época em que Vandré estava experimentando os primeiros meses de exílio, gerado pela ditadura militar. Vandré, na época, havia se tornado símbolo e ídolo da juventude como opositor ao governo militar, em 1968, durante o 3º Festival Internacional da Canção (FIC), quando cantou e encantou o Maracanãzinho superlotado com a belíssima “Pra não dizer que não falei das flores”, também batizada de “Caminhando”.

O refrão "Vem, vamos embora / Que esperar não é saber / Quem sabe faz a hora, / Não espera acontecer" foi interpretado como uma chamada à luta armada contra os ditadores. A canção obteve o segundo lugar no festival, perdendo para Sabiá, de Chico Buarque e Tom Jobim, e foi censurada, mas virou hino das passeatas contra o regime autoritário. Foi cantada por milhões de pessoas no Brasil e no mundo, especialmente no Chile, onde o cantor e compositor também se tornou um ídolo da juventude.

Foi por conta do AI-5, em 1968, que Vandré foi obrigado a exilar-se. Depois de passar dias escondido na fazenda da viúva de Guimarães Rosa, morto no ano anterior, o compositor partiu para o Chile e, de lá, para a França, onde gravou o último disco, o álbum “Nas terras do Benvirá”, lançado no Brasil em 1973, quando retornou ao País. Até hoje, vive em São Paulo e compõe. Muitos, porém, acreditam que Vandré tenha enlouquecido por causa de supostas torturas que ele teria sofrido. Dizem que uma das agressões físicas que sofreu foi ter os testículos extirpados, após a realização de um show, por policiais da repressão. O músico, no entanto, nega que tenha sido torturado e diz que só não se apresenta mais porque sua imagem de "Che Guevara Cantor" abafa sua obra.
Geraldo Vandré é o nome artístico de Geraldo Pedrosa de Araújo Dias, paraibano de João Pessoa, nascido em 12 de setembro de 1935. Mudou-se para o Rio de Janeiro em 1951, tendo ingressado na Faculdade Nacional de Direito da Universidade Federal do Rio de Janeiro. Militante estudantil, participou ativamente do Centro Popular de Cultura da União Nacional dos Estudantes (UNE). Em 1966, chegou à final do Festival de Música Popular Brasileira da TV Record com o sucesso Disparada, interpretada por Jair Rodrigues. A canção arrebatou o primeiro lugar ao lado de A Banda, de Chico Buarque. Taí um single que, mesmo deteriorado, não deixa de ser um apetitoso sanduba musical. Prove!

A - Caminando (Pra não dizer que não falei das flores)
B - Desacordonado

sexta-feira, 13 de maio de 2011

Maricenne Costa - Correntes alternadas (1992)

Maricenne Costa: da Bossa Nova para o rock punk de Os Inocentes


O Brasil, felizmente, é um país de grandes talentos musicais, mas nem todos chegam ao conhecimento do grande público. Este é o caso de Maricenne Costa, cantora paulista, natural de Cruzeiro. Estreou na carreira artística em 1958, quando venceu o concurso A Voz de Ouro, que lhe rendeu um contrato com a TV Tupi. Eu, por exemplo, só a conheci por meio de um amigo, José Serafim, que me apresentou o CD “Como tem passado!", lançado em 1999 pela CPC-Umes. Com o auxílio do pesquisador José Ramos Tinhorão, ela reuniu neste CD doze músicas que representam as primeiras gravações de doze estilos musicais brasileiros diferentes. Trata-se de um disco que não pode faltar na coleção de apreciadores da boa MPB.

Desde então, passei a me interessar por ela, e comecei a procurar por seus discos. Um dos achados, num sebo de São Paulo, é este LP independente “Correntes alternadas”, álbum de 1992 em que Maricenne Costa surpreende pela ousadia. Nele, a cantora colaborou com grupos da cena paulistana de meados dos anos 1980, entre eles Os Inocentes na faixa “Garotos do subúrbio”, rock punk de Clemente. No repertório, bem eclético, inclui também canções de Tom Zé e Ritchie, parceiros em “Wild life”, e Paulo Vanzolini e Paulinho Nogueira, autores da “Valsa das três da manhã”, entre outros. Este disco também foi lançado em CD com três faixas adicionais: “Sem sentido” (Luiz Dolhnikoff - João Bandeira), "Fragilidade humana" (Gregório de Matos - Paulo Weinberger) e Um grito em Baltimore” (Ira - Celso Araújo e George Gershwin). A contracapa do LP não traz os nomes das faixas do disco que, infelizmente, veio sem o encarte. Fiz uma adaptação da contracapa original para CD.

Além dos dois discos citados acima, Maricenne lançou em 2004 o CD “Movimento Circular” pelo selo Tratore, com participações especiais dos cantores Germano Mathias e Regina Machado e do pianista Antonio Adolfo. No ano passado, pela Lua Music, foi a vez do CD “Bossa.SP”, disco que reúne temas de autores paulistas. Nele, a cantora reuniu canções bossa-novistas de compositores de outras partes do país que se estabeleceram em São Paulo. Entre estes, o baiano Walter Santos, o paraibano Geraldo Vandré e os cariocas Theo de Barros e Johnny Alf. Neste ano, Maricenne gravou a faixa “Quem te ama sou eu”, presente no projeto “Johnny Alf entre amigos”, box da Lua Music com três CDs em tributo a esse precursor da Bossa Nova, falecido em 2010.

Apesar de veterana, a cantora tem poucos discos gravados, e adota para cada álbum conceitos bem diversos, com intuito de explorar sua voz, exercitando-a em gêneros que vão do punk à bossa nova, passando pelas modinhas imperiais. Gravou pouco, é verdade, mas só cantou o que quis. Foi assim que, no início da década de 60, atuou em casas noturnas de São Paulo, cantando repertório de bossa nova. Foi a primeira a gravar uma composição de Chico Buarque, a "Marcha para um Dia de Sol", pela Philips em 1964.

Depois disso foi para os Estados Unidos, onde foi ouvida por nomes como Tony Bennett, Judy Garland e Eddie Fischer. Na volta ao Brasil chegou a vencer um festival da TV Excelsior (com a música "Até Mais Ver", de Vitor Martins e C. Castilho) antes de trabalhar em teatro, na montagem de peças como "Morte e Vida Severina" (João Cabral de Melo Neto) e "Adeus Fadas e Bruxas". Atuou também em um projeto experimental basedo na obra do poeta francês Mallarmé. Outro projeto de destaque foi o show "Sábios Costumam Mentir" (1998), cujo repertório era constituído pelas parcerias do poeta e letrista Waly Salomão ao lado de compositores como Caetano Veloso, Jards Macalé, João Bosco, Gilberto Gil, Lulu Santos e outros. Depois dessa apresentação, é só baixar e curtir este saboroso sanduba musical. Aproveite!


1. Muito prazer
(Edvaldo Santana - Ademir Assunção)
2. Wild life
(Tom Zé - Ritchie)
3. Dor de dente
(Duda)
4. Angelitos negros
(Andrés Eloy Blanc - Manuel Alvarez Maciste)
5. Garotos do subúrbio
(Clemente)
6. Valsa das três da manhã
(Paulo Vanzolini - Paulinho Nogueira)
7. Céu cor de rosa 
(V. Harbert - A. Dubin - E. Barthlett - Haroldo Barbosa)
8. Footprints in the sand
(Peri Ribeiro - Geraldo Cunha)
9. Eterno enlevo
(Salvador J. de Moraes - Zequinha de Abreu)

terça-feira, 10 de maio de 2011

1ª eliminatória do Festival da Música Brasileira

Primeira eliminatória na Rede Globo foi ao ar em 19 de agosto de 2000

Aqui está um sanduba musical interessante: as 12 canções apresentadas na primeira eliminatória do Festival da Música Brasileira, realizado em 2000 pela Rede Globo, com direção de Solano Ribeiro, idealizador e diretor do primeiro festival de música da televisão brasileira, transmitido em 1965 pela TV Excelsior, e também coordenador dos festivais da TV Record. O diretor Roberto Talma foi responsável pela exibição do festival na programação da Rede Globo, transmitido ao vivo da casa de shows Credicard Hall, em São Paulo. As quatro eliminatórias foram realizadas nos dias 19 e 26 de agosto e 2 e 9 de setembro, nas noites de sábado, com 12 concorrentes e três selecionadas por etapa. A finalíssima, reunindo as três músicas escolhidas de cada eliminatória, foi realizada no dia 16 de setembro e contou com um público de seis mil pessoas.

Infelizmente, só tenho as canções apresentadas na primeira eliminatória, das quais foram escolhidas “Estrela da manhã”, “Tubaína” e “Xi, de Pirituba a Santo André” para disputar a final. As 12 músicas aqui disponíveis foram extraídas de um CD, que não entrou em circuito comercial, distribuído para a imprensa com o material de divulgação do festival. Posso estar enganado, mas o único CD referente a este festival foi lançado pela Som Livre, reunindo as 12 finalistas em gravação ao vivo. A capa, contracapa e selo do CD desta primeira eliminatória foram produzidas por este blog. Segundo a Rede Globo, cerca de 24 mil músicas foram avaliadas durante três meses pelo júri, composto por 12 integrantes, entre músicos, maestros, jornalistas e personalidades. O corpo de jurados foi dividido em três grupos e ouviu uma média de seis mil músicas cada – das quais 48 (mais 12 de reserva para o caso de qualquer eventualidade com as selecionadas) foram classificadas para participar do festival.

No intervalo entre a apresentação das músicas e o anúncio das finalistas, apresentaram-se bandas e cantores de sucesso, como Jorge Ben Jor, Jota Quest, Nana Caymmi e Skank. Para garantir a agilidade da transmissão, foram criados quatro palcos e um set cenográfico distinto para a apresentação de cada canção. O programador de informática Ricardo Soares levou o prêmio de melhor canção do festival com o pop rock “Tudo bem, meu bem”, composto e interpretado por ele. Ricardo Soares recebeu das mãos da atriz Malu Mader o prêmio de 400 mil reais, sob fortes vaias da plateia, que preferia a canção “Brincos”, de Amauri Falabella, interpretada por Lula Barboza, escolhida a melhor música pelo voto popular. A canção foi a única aplaudida de pé e unânime entre as torcidas. O segundo lugar ficou com a música “Morte no escadão”, rock de José Carlos Guerreiro interpretado pela banda mineira Tianastácia, que levou 250 mil reais. Na terceira colocação ficou a sertaneja “Tempo das águas”, de autoria de Bilora. O prêmio de melhor intérprete ficou para a veterana Ná Ozetti, que cantou “Show”, de Luiz Tatit e Fábio Tagliaferri. A cantora recebeu 100 mil reais e lançou um CD pela gravadora Som Livre, o quinto de sua carreira.

01. Rubinho Ribeiro – Afrika
      (Ricardo Moreno)
02. Virginia Rosa – Vão
      (Dante Ozetti)
03. Jorge Vercilo – Amanheceu
      (Jorge Vercilo)
04. Fernando Chuí – Tubaína
      (Fernando Chuí)
05. Vicente Barreto – Cisma
       (Costa Netto - Vicente Barreto)
06. Renata Holly - Rap da Real
       (Renata Augusta Rodrigues)
07. Simone Guimarães - Primeiro olhar
       (Cristina Saraiva - Sergio Farias)
08. Sergio Santos – Vazante
       (Sergio Santos)
09. Kleber Albuquerque - Xi, de Pirituba à Santo André
       (K.Albuquerque – R. Altério)
10. Rodrigo Lessa – Patifaria
       (Rodrigo Lessa)
11. Monica Salmaso - Estrela da manhã
       (Beto Furquim)
12. Walter Franco – Zen
       (Walter Franco - Maria Cristina Villaboim)

segunda-feira, 9 de maio de 2011

Vários artistas - Blues do Brasil - Volume 10


Finalmente, o décimo e último volume da série Blues do Brasil. Desta vez, a coletânea contempla brasileiros interpretando blues em inglês. O disco abre com “Telefone Blues”, gravação de 1952 feita por Waldir Calmon e Seu Conjunto. Segundo o blog Toque Musical, um dos melhores que conheço, o vocal nesta gravação é de George Green. Clássicos do blues, como Miss Celie’s blues, Ramblin’on my mind, Summertime e My funny valentine, foram regravados por artistas nacionais e estão presentes neste volume.
Uma das curiosidades é a Gretchen, a rainha do bum-bum, cantando “Take me a chance”, registro desconhecido do grande público. Flávio Guimarães, fundador do Blues Etílicos e apontado como um dos melhores bluesman do Brasil, assim como as bandas Big Allanbik, Blue Jeans e Atlântico Blues, também estão presentes neste volume. Outros intérpretes, como a banda independente Cães de Aluguel, André Christovam, Jane Duboc, Flora Purim, Joyce, Gal Costa, Ed Motta, Marina Lima e outros completam a coletânea. Entre os destaques está Serguei - mais conhecido pela relação que manteve com Janis Joplin quando a cantora passou férias no Rio de Janeiro – interpretando a célebre “Summertime”.
Como vê, este volume é um saboroso sanduba musical que você não pode perder. Aproveite!


01. Waldir Calmon e seu conjunto - Telefone blues
02. Jane Duboc - Miss Celie's Blues
03. Cães de aluguel - Ramblin'on my mind
04. Flora Purim - Sweet baby blues
05. Serguei – Summertime
06. Wanderléa - My funny valentine
07. Joyce - Pindorama blues
08. Nei Lisboa - Walking away blues
09. Gretchen - Take me a chance
10. Ed Motta - Ed´s blues
11. Sylvinha Araújo - It's time for so long
12. Atlântico Blues - Have you ever loved a woman
13. Blue Jeans - Trouble in mind
14. Gal Costa - The archaic lonely star blues
15. André Christovan - Don't ever leave me
16. Marina & Christiaan Oyens – Stay
17. Renato Russo - Miss Celie's Blues
18. Flavio Guimarães - Baby what you want me to do
19. Rosa Maria - Lady sings the blues
20. Big Allanbik - Black coffee

sábado, 7 de maio de 2011

Vários artistas - Blues do Brasil - Volume 8


Nem parece, mas já estamos no oitavo volume da série Blues do Brasil. O disco começa com Rita Lee, seguido por Bebeco, Baseado em Blues e Os Cascavelletes. O roqueiro Kid Vinil canta “I.N.P.Blues” e o grupo Moreirinha e Seus Suspiram Blues comparece com seu “Expresso Blues”, sendo que Cátia de França – cantora da turma de Elba Ramalho, Zé Ramalho e Amelinha – interpreta “Ensacado”. Nana Caymmi, Cláudia, Titãs, Célia, Marku Ribas e Lulu Santos também estão neste volume que traz como destaque o hilário Genival Lacerda – aquele que fez sucesso com Severina Xique-Xique. Ele canta, ao lado do ótimo Blue Jeans, o divertido “Forró Blues”. Pra completar, temos Wilsom Sideral, Vanusa, André Christovam, Ângela Roro, Renato Russo e Gérson Conrad. Apenas uma dica: aumente o som do seu aparelho que isto é blues.



01. Rita Lee - Cartão postal
02. Bebeco - O maluco sou eu
03. Baseado em Blues - Como vovó já dizia
04. Os Cascavelletes - Sob um céu de blues
05. Kid Vinil - I.N.P.Blues
06. Moreirinha e seus Suspiram Blues - Expresso blues
07. Cátia de França - Ensacado
08. Nana Caymmi - Bancarrota blues
09. Claudia - Muito romântico
10. Titãs - Televisão
11. Célia - Blues
12. Marku Ribas - Favela blues
13. Lulu Santos - Rio Comprido Blues
14. Blue Jeans & Genival Lacerda - Forró blues
15. Wilsom Sideral - Bem que se quis
16. Vanusa - Talvez (Maybe)
17. André Christóvam - Dados chumbados
18. Angela Roro - Amor, meu grande amor
19. Renato Russo - Boomerang blues
20. Gerson Conrad - Lírios mortos

sexta-feira, 6 de maio de 2011

Vários artistas - Blues do Brasil - Volume 7


Vamos a mais uma postagem da série Blues do Brasil. Desta vez é o número sete. Este volume, com 17 canções, traz dois grandes nomes do blues doméstico: Rosa Maria (que posteriormente passou a assinar como Rosa Marya Colin), e o grande Celso Blues Boys. O “síndico” Tim Maia também se faz presente com “Sofre”, regravada pela atriz Marisa Orth, cuja versão se encontra no volume 3. A banda Velhas Virgens, com sua música mais conhecida, “Abre essas pernas”, dá o tom de irreverência logo na primeira faixa, seguido pelo “maluco beleza” Raul Seixas, Camisa de Vênus e Abluesados.
A cantora Flora Purim comparece com Airto Moreira para cantar “Vinte anos blues”, regravada por outros intérpretes que podem ser encontrados nesta série. Por sua vez, a “ternurinha” Wanderléa interpreta, de Luiz Melodia, o blues “Segredo”, apresentado pela primeira vez ao público no show Phono 73, que reuniu os principais artistas da Polygram. A canção, porém, só foi lançada em 1975 no LP Feito Gente, ainda inédito em CD, por meio do qual Wanderléa foi apontada pela crítica como “a Janis Joplin brasileira”. Outro destaque é o baiano Edy Star, amigo de Raul Seixas e o primeiro cantor brasileiro a assumir sua homossexualidade, cantando "Bem entendido". Mas a seleção não para por aí: podemos ouvir ainda a banda Abluesados, Cláudia, Léo Jaime, Ave de Veludo, Sandra de Sá, Big Bat Blues Band, Ismael Carvalho e 14 Bis. Quer mais? Então, aguarde o próximo volume. Por enquanto, curta mais este sanduba musical:

01. Velhas Virgens - Abre essas pernas
02. Raul Seixas - Faça, fuce e force
03. Camisa de Vênus - Me dê uma chance
04. Abluesados - Viola pactuada
05. Flora Purim & Airto - Vinte anos blues
06. Cláudia - Como dois e dois
07. Leo Jaime - Direto do meu coração pro seu
08. Wanderléa - Segredo
09. Edy Star - Bem entendido
10. Ave de Veludo - Lamento blues
11. Tim Maia -  Sofre
12. Celso Blue Boys - Blues motel
13. Sandra de Sá - Blues da piedade
14. Big Bat Blues Band - Não consigo nem mais dormir
15. Ismael Carvalho - Moonlight Over Astoria (instrumental)
16. Rosa Maria - Gato e sapato
17. 14 Bis - Blues (instrumental)

quinta-feira, 5 de maio de 2011

Vários artistas - Blues do Brasil - Volume 6



Bem diferente dos anteriores, com 20 faixas cada, o sexto volume da série Blues do Brasil traz apenas 16 músicas que comportam os 80 minutos de gravação do CD. Mesmo com quatro canções a menos em relação aos demais, este volume não deixa de ser interessante. Nomes consagrados da MPB, como Elis Regina, Os Mutantes, Cazuza, Ângela Roro e Barão Vermelho estão presentes ao lado de Márcio Greyck – aquele cantor da Jovem Guarda -, Rosa Maria, Evandro Mesquita, Made in Brazil e Celso Blues Boy. Um dos destaques é a atriz Cris Nicolotti que virou febre na Internet com “Vai tomar no cu”, talvez um dos blues mais populares dos últimos anos. Mas vale a pena ouvir os Bêbados Habilidosos, assim como a banda Suburblues e Brasil Papaya, especializados em blues. Saboreie este sanduba musical:

01. Bêbados Habilidosos - O último blues
02. Mutantes - Meu refrigerador não funciona
03. Suburblues - Salto mortal
04. Márcio Greyck - Quando me lembram você
05. Cazuza - Blues da piedade
06. Big Gilson & Ricardo Werther - Panos e planos
07. Brasil Papaya - Mamão blues (instrumental)
08. Rosa Maria - Sai de mim
09. Blue Jeans – Cachaceiro
10. Barão Vermelho - Você me acende
11. Elis Regina - Black is beautiful
12. Evandro Mesquita - Chacal blues
13. Angela Roro - Escândalo!
14. Celso Blues Boy - Dry blues gin
15. Cris Nicolotti - Vai tomar no cu
16. Made In Brazil - Blues na madrugada


Vários artistas - Blues do Brasil - Volume 5



Cá estamos no quinto volume da série Blues do Brasil. Já estamos na metade da postagem desta coletânea que traz, entre outros, dois nomes acima de qualquer suspeita quando se fala em blues: André Christovam e Celso Blues Boys. Se ambos dispensam qualquer comentário, o que dirá dos grupos Baseado em Blues e Abluesados, ambos especializados em blues? Mas a coletânea também traz a fabulosa Rosa Maria, além de Simone, Oswaldo Montenegro, Cássia Eller, Wanderléa, Fábio Stella, Jane Duboc, Elis Regina e Lula Côrtes. Pra completar o recheio deste sanduba musical, você ouvirá também Barão Vermelho, Gerson Conrad (ex-Secos & Molhados), Zeca Baleiro, Som Imaginário, Edvaldo Santana, Sylvia Patrícia e Cláudia. Quer mais?

01. Simone - As curvas da estrada de Santos
02. Baseado em Blues – Engano
03. Oswaldo Montenegro - Blues da bailarina
04. Wanderléa - Receita médica
05. Fábio Stella - Birinaites blues
06. André Christovam - Dados chumbados
07. Jane Duboc - Blues afins
08. Lula Côrtes - Balada da calma
09. Sylvia Patricia - Blues da fumaça no céu
10. Claudia - Noite de verão
11. Cássia Eller -  Oriente
12. Elis Regina - Vinte anos blues
13. Barão Vermelho - Bilhetinho azul
14. Celso Blues Boy - Nuvens negras choram
15. Gerson Conrad - Sempre em mim
16. Som Imaginário - Xmas blues
17. Edvaldo Santana - A Rússia pegou fogo na Sapucaí
18. Zeca Baleiro - Meu coração está de luto
19. Rosa Maria - Cantei um blues
20. Abluesados - Prelúdio do fim (instrumental)

quarta-feira, 4 de maio de 2011

Vários artistas - Blues do Brasil - Volume 4


Estamos bem no clima da faixa que abre este quarto volume da série Blues do Brasil: “Se ela vai de rock eu vou de blues”, interpretada pelo “o bom” Eduardo Araújo. É neste clima que Fábio Stella – aquele que fez sucesso em 1969 com “Stella” e inspirou a vinheta "Rádio Globoooooo" – dá sequência com o visceral “A menina e o mar”. Um dos destaques é a banda Blitz com o sua "Cruel cruel esquizofrenético blues", música censurada pela ditadura militar na época do lançamento em 1982. A canção apareceu no LP de estreia do grupo com a faixa totalmente riscada, e só chegou ao grande público quando o disco foi relançado em CD.

Além da Blitz, outras três bandas - Secos & Molhados, RPM e Barão Vermelho - comparecem neste volume e dividem espaço com Chico Buarque, Cássia Eller, Jorge Mautner, Marisa Monte e Gal Costa. A coletânea fecha com blues interpretados por Ceumar, Mona Gadelha, Itamar Brant & Lunáticos da Fuzarka, Rick Ferreira, Luiz Melodia e outros, como o cultuado bluesman brasileiro Celso Blues Boy. Bem... é melhor não perder tempo com os nomes restantes porque já deu pra perceber que vale a pena saborear este sanduba musical. Confira:

01. Eduardo Araújo - Se ela vai de rock eu vou de blues
02. Fábio Stella - A menina e o mar
03. Itamar Brant & Lunáticos da Fuzarka - Blues do libertar
04. Blitz - Cruel, cruel, esquizofrenético blues
05. Secos & Molhados – Delírio
06. Rick Ferreira - Todo sujo de batom
07. Mona Gadelha - Cor de sonho
08. Chico Buarque - Bancarrota blues
09. Cassia Eller - Blues do iniciante
10. RPM – Partners
11. Jorge Mautner -  Cachorro louco
12. Marisa Monte - Negro gato
13. Eduardo Dusek – Nostradamus
14. Barão Vermelho - Me acalmo, me desespero
15. Zélia Duncan & Luiz Melodia - Segredo
16. Edvaldo Santana - Sem cena
17. Luiz Carlos Porto - Vejo o dia amanhecer
18. Ceumar - Rãzinha blues
19. Celso Blues Boy - Vida blues
20. Gal Costa - Último blues



Vários artistas - Blues do Brasil - Volume 3


Aqui está o terceiro volume da série Blues do Brasil. A coletânea traz grandes nomes da MPB, como a veterana Rosa Maria com “Black tie” e também Maricenne Costa, uma das pioneiras da Bossa Nova, com o dilacerante “Blecaute”. Destacam-se também Gilberto Gil, Barão Vermelho, Roberto Carlos, Wanderléa, Cazuza, Cássia Eller, Djavan, Lucinha Lins, Emilio Santiago, Celso Blues Boy e outros. No meio dessas feras estão a banda independente Griot, Pereira da Viola e Lírio de Vidro. Um dos destaques é Eduardo Dusek com a regravação de “Nostradamus”, lançada originalmente em 1980 durante o MPB Shell, festival promovido pela Rede Globo. Entre as curiosidades está a atriz Marisa Orth em sua porção cantora com “Sofre”, regravação do repertório de Tim Maia. Confira!

01. Rosa Maria - Black tie
02. Gilberto Gil - Volkswagen blues
03. Maricenne Costa - Blecaute
04. Barão Vermelho - Quem me olha só
05. Marisa Orth - Sofre
06. Celso Blues Boy - As rosas não falam
07. Roberto Carlos - Como dois e dois
08. Wanderléa - Segredo
09. Cazuza - Down em mim
10. Cássia Eller - Já deu pra sentir
11. Djavan - Aboio Blues
12. Pereira Da Viola - Viola in Blues
13. Eduardo Dusek - Nostradamus
14. Lucinha Lins - Vinte anos blues
15. Griot - Velho blues
16. Ednardo - Agreste blues
17. Emilio Santiago e Joanna - Nunca sofri por amor
18. Belchior - Jornal blues
19. Lírio de Vidro - Blues
20. Guilherme Arantes - Fantoches  

Vários artistas - Blues do Brasil - Volume 2


O segundo volume da série Blues do Brasil destaca-se pela inclusão de intérpretes ausentes da grande mídia, como são os casos de Rosa Maria – cantora com vários blues na discografia -, Ângela Roro, Zé Geraldo, Made in Brazil e outros. Há também os intérpretes, hoje saudosos, que serão lembrados por sua grandiosa obra, como Raul Seixas, Sérgio Sampaio, Sylvinha Araújo e Zé Rodrix. Outros são desconhecidos do grande público, como Tubo de Ensaio, Rogério Skylab e Miriam Szrajbman, enquanto a atriz  Marjorie Estiano tenta se firmar como cantora. Confira este sanduba!

01. Made in Brazil - Eu vou estar com você
02. Rosa Maria - Rosa in blues
03. Blues Etílicos - Safra 63
04. João Penca - Cachet (Heartbreak hotel)
05. Peso - Blues
06. Luiza Maria - Tão quente
07. Ivan Lins - Vinte anos blues
08. Tunai - Um blues
09. Sylvinha Araújo - Não vale a pena
10. Zé Rodrix - Noite de sábado
11. Angela Roro - Renúncia
12. Zezé Motta - Estranho sorriso
13. Tubo de Ensaio - Blues Brasil
14. Raul Seixas - Canceriano sem lar (Clínica Tobias Blues)
15. Zizi Possi - Meu pobre blues
16. Zé Geraldo & Edimilson Duarte - Blues do estudante
17. Rogério Skylab - Blues do pára-choque
18. Marjorie Estiano - Ponto de partida
19. Sérgio Sampaio - Cabras pastando
20. Miriam Szrajbman & Big Gilson - Não lembre de chorar