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sexta-feira, 16 de março de 2012

Gato, ex-The Jet Black's, em raro disco solo

Gato gravou um compacto simples pela RCA, mas seria ele o intérprete dos discos abaixo?

Fãs do grupo The Jet Black´s devem se lembrar do José Provetti, mais conhecido pelo apelido, Gato, por sua performance como solista de guitarra e tecladista. Ao ver o único LP, intitulado "O pulo do gato", que o instrumentista gravou pela RCA em 1967, postado no excelente blog La Playa Music, do amigo Hedson, lembrei-me do compacto simples que ele lançou nesse mesmo ano. O single contempla duas músicas autorais: "Dor de cotovelo" (em parceria com E.P.Neto) e "Pernacchia". Antes, porém, Gato já tinha deixado sua marca num 45 RPM gravado no selo Young, do Miguel Vaccaro Neto, a primeira gravadora no Brasil dedicada exclusivamente ao público jovem.

As referências discográficas que encontrei na rede sobre o instrumentista se resumem nestes três discos, além das gravações realizadas com o The Jet Black's. A coisa se complica diante de outros dois compactos simples, um de 1972 e outro de 1973, lançados por Gato - seria homônimo? - na gravadora Continental. Quando os comprei, num sebo em Sampa, logo imaginei que seriam do ex-componente do The Jet Black´s e do RC-7 (sim, o Gato tocou na banda do rei), pois os compositores - Getúlio Côrtes, Nenéo e Rossini Pinto - são da turma da Jovem Guarda, e conviveram com o músico, que deixou de trabalhar com Roberto Carlos no período dessas gravações. Tudo conspirou para que eu acreditasse nisso. A dúvida sobre a identidade do Gato em questão surgiu quando coloquei o disco pra tocar. Eu, que imaginava ouvir instrumental, me deparei com um cantor de boa extensão vocal. Nunca li qualquer referência sobre essa qualidade do guitarrista. Afinal, quem é este Gato?! É o mesmo do The Jet Black's? Quem souber, por favor, esclareça a dúvida nos comentários. Agradeço desde já.

O músico José Provetti nasceu em Valparaíso (SP) em 07 de janeiro de 1941, filho de pais lavradores (Ricardo Provetti e Antonia Buonvonatti). Em 1948, A familia mudou-se para a capital paulista, onde estudou violão. No inicio dos anos 60, J.Provetti era DJ na rádio Piratininga e após ter gravado o disco na Young, foi convidado pelo baterista Jurandy Trindade para assumir a lead guitar dos The Vampires (posteriormente os Jet Black's). Gato tocou na banda até sair em 1966, sendo substituido pelo não menos competente Emilio Russo (ex-The Lions). Morreu em 31 de janeiro de 1996, vitimado por sequelas de um derrame cerebral, e foi sepultado no cemitério do Cajú (Rio). Seu funeral foi custeado pelo Roberto Carlos num gesto de reconhecimento ao músico que o apoiou quando formou o RC-3 e o RC-7. Confira o post:

01 - 1967 - Dor de cotovelo
..... (J. Provetti - E.P.Neto)
02 - 1967 - Pernacchia
..... (J. Provetti)
03 - 1972 - Tchau, tchau Maria (Ciao Maria)
..... (Mya Simille - Michael Delancray - Eric Charden - vs: Rossini Pinto)
04 - 1972 - Faça o pelo sinal
..... (Sandro Tavares)
05 - 1973 - Você não tem nada pra mim
..... (Nenéo)
06 - 1973 - Deixa tudo como estava
..... (Getúlio Côrtes)

21 comentários:

  1. http://www.mediafire.com/?imqa5sjtv9aaxsm

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    1. Prezado Chico.
      Primeiramente, parabéns pelo blog e pelas informações dadas sobre o Gato, um grande guitarrista que marcou influência na música e na maioria dos guitarristas que como eu, estavam começando tocar no início dos anos 60.
      O repertório dos Jet Blacks era instrumental, baseado nas duas melhores bandas da época The Ventures e The Shadows.
      A respeito destas gravações, pessoalmente fico na dúvida. Baseado no material que tenho, pelo que me consta, na fase em que os Jet Blacks começaram a cantar, o Gato cantava o hit "Suzie Q", então comparando a sua performance nesta música com a do compacto em questão, a mim não parece ser a voz dele e nem também seria o gênero musical que ele cantava.
      Um grande abraço,
      Alexandre Beszedits(The Golden Angels)
      abeszedits@uol.com.br

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    2. Novo link:

      http://minhateca.com.br/sintoniamusikal/229+-+GATO,852805149.rar(archive)

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  2. Amigo Chico
    Seu blog é show. Quero agradecer pelas informações complementares sobre o grande instrumentista Gato.
    Quanto a essas gravações eu fiquei em dúvida quanto ao Gato dessas gravações. Vamos pesquisar melhor, pois eu não tenho nada a respeito. Um grande abraço e vamos continuar, enquanto for possível no resgate dessas obras e artistas.
    Hedson LaPlaya

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    1. Hedson

      Muito obrigado. Eu também sou fã do seu blog. Vários integrantes da comunidade MC & JG também o são, graças as raridades que costuma postar. O "La Playa Music" é endereço para ser visitado todos os dias.
      Quanto ao Gato, a dúvida permanece solta no ar, e só nos resta aguardar alguém para nos esclarecer. Abraços.

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  3. Prezado Chico,

    Gosto imensamente, deste seu Blog, pela qualidade de suas postagens, sempre, raras e muito interessantes.
    Espero, e torço, para que ele, permaneça, sempre assim, com livre acesso para todas, as pessoas, que gostam de encontar boa música, na WEB.
    Quanto, as dúvidas surgidas, sobre os compactos gravados na Continental Discos, em 72 e 73, trata-se de um outro artista. Este,outro "Gato", foi um dos calouros, vencedores da promoção: "Calouro Exportação", promovido pelo Chacrinha (Abelardo Barbosa); motivo, que o levou ao disco.
    Depois disto, ele, ainda, cantou bastante na Discoteca, como resultado de sua premiação; bem como, em muitos outros programas populares da TV.
    O apelido Gato, creio, que, se referia, ao fato, dele possuir olhos claros; no entanto, apesar dos esforços do Velho Guerreiro, sua carreira não deslanchou, mas, acredito, que tenha gravado um LP.
    Infelizmente, eu não possuo maiores dados, sobre o mesmo; mas, acredito, que, a melhor opção, seria contactar, pessoas ligadas a produção da "Discoteca do Chacrinha", nos anos 70.
    Atenciosamente,
    Zeca Pinheiro (RJ)

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    1. Caro amigo Zeca,

      Permita-me tratá-lo por amigo, pois é dessa forma que o considero diante da sua disponibilidade em compartilhar conhecimento e esclarecer a dúvida sobre a identidade deste segundo Gato. Muito, muito obrigado. Agradeço também pelos elogios ao blog.

      É uma surpresa saber que se trata do vencedor de um concurso de calouros do saudoso Chacrinha. A sua memória é privilegiada por se lembrar desses detalhes. Parabéns!!!

      Quem sabe, um dia, alguém que conhece ou conheceu o Gato, poderá passar informações complementares, apesar de o seu esclarecimento ser o mais importante. Que fim levou este Gato?

      Abraços

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    2. Prezado Chico,

      Fiquei feliz, ao saber, que minhas lembranças e escassas informações, lhe puderam ser uteís.
      Daí, procurei descobrir, um pouco mais, sobre o referido cantor Gato, indo, conversar com um amigo colecionador de discos.
      E, através, dele, fiquei sabendo, que, o cantor, acrescentara "Nino" ao nome Gato; e, que continuava na ativa, gravando os seus discos.
      Resolvi, então, efetuar a busca, por Nino Gato, e encontrei, até, os seus vídeos, postados no You Tube.
      E a confirmação, que, se tratava do antigo calouro do Velho Guerreiro.
      Atenciosamente,
      Abraços do amigo, Zeca Pinheiro (RJ)

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    3. Amigo Zeca

      As suas informações foram úteis para todos nós, inclusive para o próprio Nino Gatto, que ganha recall no blog. Agradeça ao seu amigo colecionador por complementar as informações. Acabo de procurar o Nino Gatto no YouTube. O incrível é que a sua fisionomia não me é estranha. Muito obrigado, mais uma vez, por sua gentileza.

      Abraços

      Chico

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  4. Caro amigo. Conheci em 1966 os The Jet Black´s e sempre acompanhei a carreira dos mesmos. O Gato gravou seu primeiro disco na Young, gravou um 78 RPM solo: de um lado What I’d Say, cantando; do outro, Paris Belford, Hino da Revolução Constitucionalista de 32, na guitarra (uma Del Vecchio).A Young labnçou, também, um compacto duplo (quatro músicas) e entre outros três cantores (Hamilton di Giorgio, Carlos David e Demétrius) o Gato, que já estava nos The Jet Black’s, aparece com música “What’d I say”.E em 1967 lançou o LP "O pulo do Gato". E Trinta e um de janeiro de 1996, em função de sequelas de um derrame cerebral perdemos o maior guitarrista da Jovem Guarda e dos movimentos Surf Music, morre aos 55 anos de idade, na cidade do Rio de Janeiro aonde tinha ido visitar alguns parentes, José Provetti.

    Edu Reis - Escritor do livro "The Jet Black´s"

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    1. Muito obrigado por suas informações. Eu não conheço e nunca ouvi falar sobre o livro "The Jet Black's". Ainda se encontra a venda?

      Abs

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    2. Sim você pode encontrar o livro The Jet Black´s, não encontrando entre em contato com a editora

      http://24.233.183.33/cont/login/Index_Piloto.jsp?ID=bv24x7br

      Ver em "destaques".

      Edu Reis

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  5. Foi encontrado (por uma colecionadora chamada Célia Talavera, tem um profile no Orkut chamado The Jet Black´s) um disco da Young de 1965, que foi lançado na Argentina (45RPM) com lado A: KISSIN´ TIME e lado B:WHAT´D I SAY.

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  6. olá, gostei de seu blog muito. Só gostaria de deixar uma nota de protesto aqui quanto ao 'custeamento' do enterro do Gato pelo Roberto Carlos. Tenho certeza que o Gato, tendo sido empregado do RC durante tantos anos, deve ter prestado mais serviços ao RC do que vice-versa, como sempre acontece nos relacionamentos de patrão-empregado. Então achei meio deprimente ler que Gato não teria sido enterrado se não tivesse havido contribuição monetária por parte de seu ex-patrão. Além do mais, a Prefeitura enterra a qualquer um, indigente ou não. Aliás, já que estamos no assunto, gostaria muito de saber o porque da Nice [ex do RC] está enterrada num túmulo 'emprestado' no Cemitério do Araçá em São Paulo. Será que RC com todo seu dinheiro não poderia ter comprado um túmulo para sua Ex? Carlus Maximus

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    1. Caro Carlus, realmente você tem razão: o gato prestou mais serviços ao RC que vice-versa, porém, por problemas que vale a pena destacar aqui (me confidencializados pelo prórpio Gato, com quem tive alguma convivência em seus últimos anos). O RC bancava a pensão onde o Gato morava, no ipiranga, onde era cambista de jogo do bicho. Triste, mas é a verdade: estive várias vezes em seu humildíssimo quarto na pensão, levando algumas músicas dos Shadows que ele queria ouvir. E tem mais: o RC era padrinho de casamento do Gato e nunca o desamparou, mesmo nas questões mais pessoais.

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  7. Desculpem, quando o Gato morreu ele não tocava mais. Trabalhava de motorista para um Japones em São Paulo. Ele morreu no Rio de Janeiro porque estava de visita para seus dois filhos, que moram no Rio de Janeiro. O Roberto SEMPRE gostou muito daquele que ele chamava carinhosamente de "cumprade Gatto" e por este motivo custeou e ESTEVE PRESENTE no enterro do Gatto. Antes disto o Roberto montou um bar para o Gato (Ele não tocava mais) no intuito do Gato ter uma forma de sustento. Ele sempre foi um grande amigo para o Gato e SEMPRE procurou ajudar no que foi possivel.

    Edu Reis

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  8. Novo link:

    http://www.4shared.com/rar/6jGlvsjV/229_-_gato.html

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  9. Hoje fiquei muito triste em saber as condições que o nosso grande ídolo musical José Provetti mais conhecido como "Gato", que tivemos o prazer de vê-lo tocar no The Jet Black`s morreu desta forma e nessas condições, quero agradecer e dar os parabéns pela criação deste blog, e ao mesmo dizer a todos que temos o privilégio de termos acompanhado as transformações musicais que aconteceram em nossa juventude. José Antonio 23/12/2013 zecorreafilho@hotmail.com

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  10. GOSTARIA DE SABER PORQUE O FERA GUITARRISTA "GATO" DA BANDA THE JET BLACK's,POSTERIORMENTE TOCANDO COM RC3/7,AFINAL VEIO A SAIR,ONDE ELE TINHA COMO MÚSICO,IMPORTANTE FUNÇÃO.
    TEM QUE TER ACONTECIDO ALGO DE MUITO DIFERENTE E GRAVE,AFINAL ERA OU NÃO QUERIDO POR ROBERTO CARLOS.

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  11. posta de novo chico ta fora quero esse disco irmão

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  12. Olá Tudo Bem, Existe Outro Compacto Que Vc Não Postou Que Também
    É Da Continental, Que É De 1972, As Músicas Se Chamam "Plataforma D" E "Ela".Tchau Tchau Maria É A Música Que Eu Mais Gostei

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