"Em busca das canções perdidas" e "Lindo Sonho Delirante" são destaques do disco
Rádio Globooooooooooooooooo ...
Tão conhecida quanto o “plin, plin” é a vinheta da FM da Rede Globo. Foi gravada pelo paraguaio João Zenón Rolón, ou simplesmente Fábio, cantor que adotou Stella, título do seu sucesso em 1969, no sobrenome artístico. Ele gravou várias para a emissora, inclusive as com nomes de clubes de futebol. As vinhetas foram retiradas da programação em meados de 2009 porque o artista não teria entrado num acordo com a rádio para que as vinhetas pudessem ser utilizadas. Fábio não teria recebido um tostão pelas gravações que estavam no ar há 40 anos.
É este mesmo Fábio, no auge do sucesso, quem está neste disco lançado em 1969, impulsionado pelo hit Stella, musa inspiradora da Rádio Globoooooooooooo. Ele iniciou sua carreira aos 16 anos em 1966 no programa Alegria dos bairros, da Rede Record. O nome artístico “Juanito” foi mudado para Fábio por sugestão de Carlos Imperial, que conheceu em 1967 e lhe apresentou Tim Maia, sobre quem escreveu o livro Até parece que foi sonho - Meus trinta anos de amizade e trabalho com Tim Maia -, seu grande amigo.
Seu primeiro single, pela RGE, foi a canção "Lindo Sonho Delirante (LSD)", composta em parceria com Imperial e com acompanhamento do The Fevers. A música, inspirada em Lucy in the Sky with Diamonds, faz alusão ao LSD, e trouxe a jovenguardista "Reloginho" no outro lado do disco. As duas canções estão como bônus nesta postagem que traz as faixas do primeiro LP de Fábio pela RCA Victor, onde gravou até 1970. Infelizmente está faltando a faixa 3 do lado B, “Não vai ser fácil de esquecer”, e no seu lugar está “O que é que eu estou fazendo aqui”, de um compacto de 1970. Ficarei agradecido se alguém tiver essa faixa e puder me enviar para completar o disco. Por enquanto, essas 14 faixas são suficientes para conhecer um pouco mais sobre o cantor. Confira!
01. Prelúdio para os olhos de Vanusa
02. Simpre te recordaré
03. Ana Luisa
04. Onde andará você
05. Uma canção, eu e você
06. Não vá
07. Em busca das canções perdidas
08. Chuva de verão
09. O que é que eu estou fazendo aqui
10. Tributo a James Dean
11. A cidade sem você
12. Stella
Bônus
13. Lindo sonho delirante (LSD)
14. Reloginho
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quinta-feira, 26 de maio de 2011
quarta-feira, 25 de maio de 2011
O melhor de Nahim (Trash'80)
Nahim foi campeão de popularidade nos anos 1980
"The Best of Nahim" contempla hits como "Taka, Taka, Taka" e "Dá Coração"
Bônus: participação de Nahim e da cantora Perla no Programa Pânico em 2005
Alguém se lembra do Nahim, aquele que cantava “Taka, taka, taka”, “Dá coração”, “Docinho docinho” e outros hits nos anos 80? Eu, confesso, não curti na época. Achava uma bobagem, mesmo sendo eclético. Tempo depois descobri que o melhor de Nahim está no Lado B do disco. É bom ouvir "O motel", versão de "What'd I say" (Ray Charles), sacudir o esqueleto na "Festa maluca" e dar boas gargalhadas com "Dorival, o lobo mau". Ou seja: colocar Nahim no CD player numa festa entre amigos é garantia de diversão, sem deixar de mencionar sua boa interpretação no clássico "Na sombra de uma árvore" (Hyldon). Reuni os principais sucessos dele nesta coletânea, e depois deixe o seu comentário sobre se tenho ou não razão. De bônus, segue em pasta separada, a participação do cantor e da cantora Perla no Programa Pânico, da Jovem Pan, em 2005, que eu baixei no 4shared.
Nahim é paulista de Miguelópolis, começou a tocar com 10 anos e formou seu primeiro grupo, o “New Edition”, na escola. No fim dos anos 70, auge da era “disco”, ele era um dos sócios da Discoteca Aquarius e entrou na onda de cantar em inglês em sua casa noturna, onde foi descoberto pelo produtor Mister Sam – o mesmo que lançou Gretchen - que resolveu lançá-lo com o pseudônimo de Baby Face. Após gravar dois compactos em inglês, já contratado pela Copacabana, Nahim bateu o pé: só continuaria gravando se fosse em português e usando o seu próprio nome...
Foi assim que, em 1981, estourou com a música “Cala Essa Boca” ( versão para “Shuddup Your Face”, de Joe Dolce ). A partir daí não parou mais de emplacar hits. No total, gravou sete LPs e catorze compactos. Figura carimbada em programas de TV, ele também foi o campeão do popular quadro “Qual é a Música?”, do Programa Silvio Santos onde permaneceu por oito meses seguidos, conseguindo 26 vitórias. Participou assiduamente de todos os programas na década de 80, passando por “Clube dos Artistas”, “Almoço com as Estrelas”, Chacrinha – onde atuou também como jurado - , “Show Sem Limite”, “Flávio Cavalcanti”, “Hebe Camargo” e “ Gugu Liberato” entre outros, tendo sido o primeiro artista a tocar ao vivo no Faustão, o que gerou o famoso bordão "quem sabe faz ao vivo", segundo informa o site do cantor. Reviva os momentos de fama de Nahim com esta seleção:
Foi assim que, em 1981, estourou com a música “Cala Essa Boca” ( versão para “Shuddup Your Face”, de Joe Dolce ). A partir daí não parou mais de emplacar hits. No total, gravou sete LPs e catorze compactos. Figura carimbada em programas de TV, ele também foi o campeão do popular quadro “Qual é a Música?”, do Programa Silvio Santos onde permaneceu por oito meses seguidos, conseguindo 26 vitórias. Participou assiduamente de todos os programas na década de 80, passando por “Clube dos Artistas”, “Almoço com as Estrelas”, Chacrinha – onde atuou também como jurado - , “Show Sem Limite”, “Flávio Cavalcanti”, “Hebe Camargo” e “ Gugu Liberato” entre outros, tendo sido o primeiro artista a tocar ao vivo no Faustão, o que gerou o famoso bordão "quem sabe faz ao vivo", segundo informa o site do cantor. Reviva os momentos de fama de Nahim com esta seleção:
01. O motel
02. Festa maluca
03. Docinho, docinho
04. Coração de Melão
05. Dá coração
06. Taka, taka, taka
07. Perfídia
08. Cale esta boca
09. Dorival, O Lobo Mau
10. Delirando, Tiritando
11. Olhos abertos
12. Na sombra de uma árvore
13. Tudo De Mim
14. Engano De Praia
15. Jogo Do Amor
16. Dia E Noite
17. Faz De Conta (L'Italiano)
18. Luz e cor
19. Querida (Como estás, querida)
02. Festa maluca
03. Docinho, docinho
04. Coração de Melão
05. Dá coração
06. Taka, taka, taka
07. Perfídia
08. Cale esta boca
09. Dorival, O Lobo Mau
10. Delirando, Tiritando
11. Olhos abertos
12. Na sombra de uma árvore
13. Tudo De Mim
14. Engano De Praia
15. Jogo Do Amor
16. Dia E Noite
17. Faz De Conta (L'Italiano)
18. Luz e cor
19. Querida (Como estás, querida)
terça-feira, 24 de maio de 2011
v.a. - Hits Populares em Espanhol - Volume 3
Terceiro volume inclui Rita Lee, Alcione, Kid Abelha, Paralamas ...
... Roberto Carlos, Fábio Jr, Vanusa, Lisa Ono, Elis Regina e outros.
Com esta postagem, deixo aqui o terceiro e último volume previsto da série Hits Populares em Espanhol, com artistas brasileiros interpretando especialmente para o mercado latino. A coletânea traz desde o rock de Rita Lee e Paralamas do Sucesso, passa pelo romantismo de Ronnie Von, Roberto Carlos, Marcio Creyck e Fabio Jr, sem deixar de lado a marrom Alcione, Terry Winter, Vanusa, Lisa Ono, Erasmo Carlos e outros, além do sucesso brega de Perla. Espero que agrade a todos.
01. Rita Lee - Mania de ti
02. Fabio Jr – Sientate
03. Ronnie Von - Deje Mi Vida
04. Roberto Carlos - 110, 120, 150, 200 km. por hora
05. Fagner – Revelacion
06. Kid Abelha - Gran Hotel
07. Elis Regina - Soy sin paz
08. Chico Buarque - Apesar de usted
09. Ivete Sangalo – Fiesta
10. Erasmo Carlos - El comilon
11. Paralamas do Sucesso - Dos Margaritas
12. Vanusa - Hojas del tiempo
13. Marcio Greyck – Apariencias
14. Perla – Fernando
15. Terry Winter - Vacaciones de verano
16. Nilton Cesar - Yo soy yo
17. Alcione - Que dilema
18. Lisa Ono - Ay cosita linda
19. Antonio Carlos Y Jocafi Y Maria Creusa – Desacato
20. Nara Leão - Carcará
v.a. - Hits populares em espanhol - Volume 2
Interessantes versões do pop rock nacional estão neste segundo volume
Se você gostou do volume 1 da série “Hits populares em espanhol”, não deve perder este segundo que reúne o melhor do pop rock nacional. Estão presentes bandas como Paralamas do Sucesso, Skank, Kid Abelha, RPM. Jota Quest, Roupa Nova, João Penca e seus Miquinhos Amestrados e até a novata Restart. Também não faltam Roberto Carlos e Erasmo Carlos, pioneiros do rock brasileiro, assim como o saudoso Raul Seixas. A coletânea termina em ritmo sertanejo, com Zezé di Camargo e Luciano e Leandro e Leonardo com a famosa “Entre tapas e beijos”. Você vai perder este sanduba musical?
01. Paralamas do Sucesso – Inundados
02. Skank - Chica nacional
03. Roberto Carlos - Ilegal, Inmoral O Engorda
04. João Penca e Seus Miquinhos Amestrados - Lagrimas de Crocodilo
05. Jota Quest - Encontrar a alguien
06. Rita Lee - Baila Conmigo
07. Ritchie - Mi niña veneno
08. Erasmo Carlos - Sou un nino, no entendo nada
09. Los Hermanos - Anna Julia
10. Mamonas Assassinas - Desnudos en Cancun
11. Ney Matogrosso - Bandido corazón
12. Restart- Llevo Conmigo
13. Victor y Leo – Mariposas
14. Paulo Ricardo & RPM - Perla
15. Kid Abelha - Como yo quiero
16. Roupa Nova - Corazon Pirata
17. Raul Seixas - Metamorfose Ambulante
18. Ronnie Von - Soy latino americano
19. Zezé Di Camargo & Luciano - Es Tarde Ya
20. Leandro & Leonardo - Golpes y Besos
domingo, 22 de maio de 2011
v.a. - O melhor do brega em espanhol
Waldick Soriano, Nelson Ned, Lindomar Castilho e outros estão na coletânea
Atire a primeira pedra quem nunca, em qualquer circunstância, curtiu um bom momento ouvindo uma música que os chatos de plantão chamam de brega. A música, na minha opinião, não deve ser rotulada. Tem a boa, a ruim e aquela que nos é indiferente. Hoje, as músicas são tão rotuladas que nem sei mais em quais gêneros pertencem. O fato é que a brega, aquela popular, que muita gente gosta e não admite, também tem espaço neste blog. Por que não?
Em primeiro lugar porque, no universo musical, sou muito eclético e não tenho preconceito. Ouço um pouco de tudo, apesar de ter as minhas preferências. Em segundo porque gosto não se discute, como todo mundo fala, e nem sempre coloca em prática. O que seria do azul se todos gostassem do vermelho, não é mesmo?
Esse discurso, até desnecessário, é para apresentar esta postagem que considero, no mínimo, curiosa. É uma coletânea que, pela relação dos intérpretes, muita gente vai torcer o nariz: Waldick Soriano, Lindomar Castilho, Nelson Ned, Carmen Silva, Agnaldo Timóteo, Odair José e por aí afora. Clássicos como “Paixão de um homem”, “Cadeira de rodas”, “A galeria do amor”, “Pense em mim”, “Não se vá”, “Tudo passará”, “Vou rifar meu coração” e tantos outros estão aqui reunidos. A diferença está no idioma: eles cantam em espanhol, mostrando que “brega” também é “produto de exportação”. Até Xuxa, a “rainha do x”, está aqui pra fechar o CD e a festa com seu “Ilariê”. Não está ótimo?
01. Fernando Mendes - Silla de rueda
02. Nilton Cesar & Perla - Tu te vas
03. Agnaldo Timóteo - La galeria del amor
04. Altemar Dutra - Que quieres tu de mí
05. Maria Creusa - Tortura del amor
06. Waldick Soriano - Pasion de un hombre
07. Nelson Ned – Todo pasara
08. Miltinho - Sonhar contigo
09. Ary Sanches - La puerta
10. Leandro & Leonardo - Piensa en mi
11. Zeze de Camargo & Luciano - No puedo negar
12. Carmem Silva - Amor sin fronteras
13. Gilliard - Aquella nube
14. Marcos Roberto - La ultima carta
15. Martinha - Yo te amo
16. Só Pra Contrariar - Cuando acaba el placer
17. Odair José - Alegria triste
18. Lindomar Castilho - Voy a rifar mi corazón
19. Chitãozinho e Xororó - Nacimos pra cantar
20. Xuxa - Ilarie
sábado, 21 de maio de 2011
Assis Valente: "... E o mundo não se acabou" (v.a.)
"... E o mundo não se acabou" revisitada por 15 intérpretes
Carmen Miranda e Assis Valente em 1939 na Rádio Mayrink Veiga no Rio
Hoje, 21 de maio de 2011, teremos o momento fatal: o fim do mundo. As boas almas subirão ao céu. As que permanecerão na terra passarão por tormento até o fim dos tempos.
O anúncio bombástico é do movimento cristão norte-americano Family Radio Worldwide. De acordo com a Associated Press, o grupo baseia-se na interpretação que o líder, Harold Camping, antigo engenheiro civil de 89 anos, faz de várias passagens da Bíblia e de acontecimentos da história recente. A fundação do Estado de Israel, em 1948, é um dos fatos apontados por Camping para justificar o fim do mundo.
Li a notícia e me lembrei do talentoso Assis Valente, um mestre na arte de traduzir em música as crônicas do cotidiano. É um dos autores que mais admiro. Ele compôs em 1938, em alusão a notícia que circulava na época sobre o fim do mundo, a deliciosa “... E o mundo não se acabou”. Entregou imediatamente para Carmen Miranda, sua intérprete preferida, gravar este clássico em 9 de março de 1938. Foi apenas mais uma entre as 24 composições de Assis Valente que a Pequena Notável gravou.
Assim, em homenagem ao centenário de nascimento de Assis Valente, comemorado em 19 de março de 2011, reuni 15 artistas, cada uma com seu jeito de interpretar “... E o mundo não se acabou”. A coletânea começa com Carmen Miranda, pois foi com ela que a canção caiu na boca do povo e inspirou novas gerações a regravá-la. A base da gravação aqui postada é a original de 1938, mas é acompanhada por novos instrumentos, graças aos novos recursos tecnológicos. É uma das faixas do CD Carmen Hoje, lançado pela Biscoito Fino, que oferece informações sobre o projeto em seu portal. O disco traz Carmen de volta, mas com uma sonoridade de hoje. Um trabalho de mestre. Vale a pena comprar.
Além de Carmen, a coletânea traz grandes nomes da MPB, como Ademilde Fonseca e Marlene em gravações dos anos 50, e Isaura Garcia, em registro ao vivo, no qual relata sobre o seu início de carreira, e a paixão que tem por Aracy de Almeida e Carmen Miranda. Ídolos da atualidade como Ney Matogrosso, Lecy Brandão, Paula Toller, assim como a novata banda 1e99, ao colocarem Assis Valente no repertório, só confirmam a veracidade da tese segundo a qual a boa música resiste ao tempo.
Assis Valente morreu em 10 de março de 1958 por suicídio. Segundo o Dicionário Cravo Albin da Música Popular Brasileira, o motivo foi a situação financeira em que se encontrava. “Exatamente às 17h55 min, portanto, oito dias antes de seu 47º aniversário, em um banco da Praia do Russel, junto de um play-ground onde brincavam crianças, tomou formicida com guaraná. Vestia calça azul-marinho e blusão amarelo. Em seus bolsos foram encontrados um par de óculos, uma carteira de identidade com o retrato rasgado, uma carta para a polícia e duas notas velhas de cinco cruzeiros. Na carta, entre outras coisas, esclarecia que morria por sua vontade, estando seriamente endividado, e fazia um apelo ao público para que comprasse seu novo disco "Lamento". Pedia ainda a Ary Barroso que pagasse o aluguel atrasado de duas residências. E acrescentava: "Vou parar de escrever, pois estou chorando de saudade de todos, e de tudo".
E o mundo se acabou para Assis Valente.
INTÉRPRETES
01. Carmen Miranda
02. Isaura Garcia
03. Ademilde Fonseca
04. Marlene
05. Marília Medalha
06. Banda 1e99
07. Eliete Negreiros
08. Paula Toller
09. Sururu no Samba
10. Adriana Marques
11. Ney Matogrosso
12. Leci Brandão
13. Márcia Lopes
14. Adriana Calcanhoto
15. Ná Ozzetti
terça-feira, 17 de maio de 2011
The Spiders - Hana no San Francisco (1969)
Banda recusa abrir show dos Beatles em Tóquio em 1966
Uma das músicas que me remete ao anos 60 é San Francisco, único sucesso do Scott McKenzie no Brasil. Um dia, lá pelos anos 70, passei por um sebo e encontrei em oferta este single da banda The Spiders, que me despertou a atenção pela foto da capa, na qual revelava que se tratava de um grupo musical japonês. Acabei comprando, não só pela curiosidade, mas especialmente pelo fato de ter a versão de San Francisco em japonês. O interessante é que o disco foi gravado com o mesmo arranjo do original, com trechos cantados em inglês e japonês, muito comum no cenário musical do Japão.
Mais tarde, acabei descobrindo que a banda foi uma das mais importantes do rock japonês dos anos 60, principalmente por covers que fazia de hits internacionais. Um artigo, publicado no site freakium e assinado por Roberto Iwai, relata um pouco sobre a história do grupo, que encerrou as atividades em 1971. Nele, é relatado que, devido aos covers, realizados por imposição das gravadoras, os componentes da banda foram taxados de “imitadores”. Esse fato não só desagradou aos músicos, como também culminou com a recusa da banda de abrir em 1966 o histórico show dos The Beatles em Tóquio. Devem se arrepender até hoje, mas isso é apenas história. Pra quem não os conhece, aqui está a oportunidade de provar este sanduba musical diretamente do Japão.
A - Yuhi Ga Naiteru
B - Hana no San Francisco
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Chico
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segunda-feira, 16 de maio de 2011
Regina Duarte - Compacto duplo de 1971
Disco lançado pela Phillips reúne três temas de novelas
Autógrafo da Namoradinha do Brasil desde 1971
Quem não conhece a atriz Regina Duarte? A cantora, porém, nem todos conhecem. Em 1971, ano em que recebeu o título de “A namoradinha do Brasil”, a atriz foi convidada a gravar um disco na Phillips. Foi um compacto duplo, disco de vinil com duas músicas de cada lado, com três temas de novelas e mais uma regravação de “Oh, meu imenso amor”, gravada originalmente por Roberto Carlos. É claro que, como cantora, Regina é uma excelente atriz, e não tem os mesmos predicados de uma Marília Pêra, Zezé Motta ou Tânia Alves, que atuam e cantam muito bem. Mesmo assim, vale a pena conferir, mesmo que seja por mera curiosidade.
01. 10 pras 6 (da novela Minha doce namorada)
02. Tema verde (da novela Assim na terra como no céu)
03. Tudo muito azul (da novela Minha doce namorada)
04. Oh, meu imenso amor
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Chico
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Primeiro disco do Roberto Leal (1967)
Roberto Leal iniciou carreira na garupa da Jovem Guarda
Engana-se quem pensa que o primeiro disco de Roberto Leal foi lançado em 1971 com o sucesso Arrebita, famoso pelo refrão “Ai cachopa, se tu queres ser bonita/Arrebita, arrebita, arrebita”. Na verdade, o cantor português gravou em 1967 pela desconhecida gravadora Presidente, de São Paulo, este compacto simples. As duas canções, evidentemente influenciadas pela Jovem Guarda, são ignoradas na discografia do cantor. Lembro-me que a gravadora Presidente tinha um programa na extinta Rádio Marconi nos finais de semana, provavelmente no sábado à tarde, se não me falha a memória. A gravadora abria seus estúdios para que qualquer candidato a cantor pudesse gravar um acetato - um disco com o registro da gravação. Possivelmente era cobrada uma taxa dos candidatos. O programa – uma espécie de show de calouros - executava o disco gravado no estúdio e os melhores calouros ganhavam contrato para gravar um single.
Roberto Leal foi um dos aprovados e lançou este disco, ao lado de outros calouros, como Edmar, João Carolino, Tony Vilela, Roberto Reggiani e outros. Foi assim que conheci este disco, executado à exaustão no programa radiofônico da gravadora. A capa, aqui ilustrada, é genérica, e logo abaixo podemos verificar a reprodução do disco original com a foto do cantor no selo. Assim, em 1971, quando conseguiu emplacar nas paradas de sucesso com a música Arrebita, o seu nome já era conhecido por parcela de ouvintes da Rádio Marconi. Se considerarmos que o cantor nasceu em 1951, como consta em sua biografia, este disco foi gravado quando Roberto Leal ainda era menor de idade – 16 anos – e cinco anos após a sua chegada com a família no Brasil. A voz ainda é a mesma, como se pode notar. A única diferença está na qualidade da produção, precária em relação aos discos que lançou posteriormente. Seja como for, o fato é que esta raridade vai agradar aos colecionadores e fãs do cantor. Um sanduba musical a ser devorado. Confira!
A - Bonequinha japonesa
B - Noite chuvosa
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Chico
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domingo, 15 de maio de 2011
Os Incríveis cantam en español (single - 1970)
Primeiro disco lançado por Os Incríveis na Espanha
Estreia com o samba rock El vendedor de bananas, de Jorge Benjor
Quem curte o grupo Os Incríveis, uma das mais expressivas bandas da Jovem Guarda, certamente vai gostar deste single, lançado em 1970 na Espanha e ainda inédito no Brasil. Trata-se do primeiro disco do grupo lançado no mercado espanhol, como informa a contracapa do compacto simples, disco de vinil com uma música em cada lado. O single, de 45 RPM, traz “Que cosa linda” e o samba rock “El vendedor de bananas”, ambas em versões gravadas em espanhol. Trata-se de um sanduba musical que os colecionadores vão gostar.
O grupo foi formado em 1962, em São Paulo, com o nome The Clevers, inspirado nos conjuntos instrumentais norte-americanos, muito populares na época, como The Ventures e The Shadows. Porém, aos poucos foram introduzindo músicas cantadas, interpretadas pelo guitarrista-base, Mingo, que tinha uma boa voz e chegou até a gravar isoladamente. As primeiras gravações datam de 1963 com um compacto e um LP, fazendo sucesso dentro do estilo twist, então na moda, com destaque para a música El Relicário.
Com outros discos gravados e diante dos comentários de um possível namoro do baterista Netinho com a cantora Rita Pavone, uma espécie de Madonna na época, que se apresentava no Brasil, a banda ganhou notoriedade. O resultado foi uma excursão com a cantora italiana por várias cidades da Europa. A banda era a responsável pela abertura dos espetáculos de Rita Pavone. Na volta, os músicos trouxeram na bagagem o primeiro equipamento completo de show, que deu uma guinada em suas apresentações, e gerou qualidade técnica de suas gravações. O grupo participou em 1965 da estréia do programa Jovem Guarda, ao lado de Roberto Carlos, Erasmo Carlos, Wanderléa, Tony Campello e outros, na TV Record.
No entanto, devido a problemas legais com o empresário, a banda foi obrigada a mudar o nome, e optou por Os Incríveis, aproveitando o recall obtido com o sucesso do LP "Os incríveis The Clevers". É desse período o sucesso "O milionário", uma das mais executadas na época. O grande sucesso mesmo viria após a mudança do nome, quando chegou a ter um programa na TV Excelsior e a estrelar um filme, intitulado "Os Incríveis Neste Mundo Louco", com o Primo Carbonari.
Entre o fim da década de 60 e o início da seguinte, os artistas lançaram músicas muito populares como a versão "Era um Garoto que como Eu Amava os Beatles e os Rolling Stones" (Gianni Morandi, versão de Brancato Jr.), "Vendedor de bananas" (Jorge Benjor), "Molambo" (Jayme Florence Augusto Mesquita), "O vagabundo" (versão de George Freedman para Giramondo) e "Eu Te Amo, Meu Brasil" (Dom), canção identificada com o regime militar e que trouxe desprestígio para o grupo. Em 1971, os músicos também fizeram um segundo filme, "Conflito em San Diego", faroeste filmado em Ribeirão Preto (SP), produção italiana que acabou não vingando porque a banda se separou.
Após o encerramento, alguns dos integrantes partiram para carreira solo, como Netinho, que fundou o grupo Casa das Máquinas e lançou em abril de 2009 sua autobiografia. No fim da década de 80 se reuniram mais uma vez, com formações variáveis, para apresentações e shows pelo Brasil. Participaram ainda dos discos e shows comemorativos dos 30 anos da Jovem Guarda, em 1995. Fizeram parte d'Os Incríveis Mingo, voz e guitarra; Risonho, guitarra; Manito, teclados e saxofone; Netinho, bateria; Neno e depois Nenê, baixo.
A – Que cosa linda
B – El vendedor de bananas
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Chico
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sábado, 14 de maio de 2011
Carmen Flores - La voz afro del Caribe
Carmen Flores costuma dispensar o uso do microfone em shows
Em 1998, quando passei férias por uma semana em Cuba, tive uma agradável surpresa. O ônibus do city tour em que me encontrava, em Havana, fez uma parada no Palácio dos Artesanatos, local onde os turistas compram bugigangas. Assim que entrei, ouvi uma bela voz feminina, cantando o clássico “Babalú”. Fui direto ao local de onde vinha aquela voz porque queria saber quem estava cantando. Era a Carmen Flores, no centro do palácio, acompanhada apenas pelo play back. Para a minha surpresa, ela cantava ao vivo sem o uso do microfone. Sua voz possante, favorecida pela acústica local, era suficiente para agradar a todos. Enquanto a turma de turistas visitava e fazia suas compras nas várias lojas instaladas no Palácio, eu me deliciava em pé assistindo a apresentação da cantora.
No intervalo, fui parabenizá-la, e quis saber se teria CD para vender. Não tinha, mas estava vendendo uma fita cassete com algumas gravações. Comprei e pedi para que a mesma fosse autografada. Infelizmente, a gravação - em fita precária - veio com o áudio muito baixo, o que me obrigou a editar cada faixa quando converti as canções em mp3. São essas as gravações que reuni nesta postagem. Aproveitei a foto autografada da fita cassete e montei a presente capa. Na contracapa, usei a única foto que tirei da Carmen em sua apresentação - sim, só tirei uma porque naquele tempo não tinha - se é que existia - foto digital.
Fiz uma pesquisa na Internet para obter algumas informações a seu respeito. Encontrei pouca coisa, como notas sobre suas excursões no Exterior. Descobri, porém, que em 20 anos de carreira, com algumas gravações esporádicas, ela lançou seu primeiro CD em 2000, intitulado “Babalú”. Já tenho o CD, gravado em agosto de 1999 na Sonocaribe Studios, em Havana, e sempre que o ouço me lembro de Cuba. Por enquanto, fica a postagem dessas gravações que, imagino, foram feitas para turista ouvir. E, como sobremesa deste sanduba musical, inclui “Babalú” – registro que não está no CD de 2000 – como faixa bônus. Quer mais?
01. Hasta siempre comandante
02. Guantanamera
03. Soy cubana
04. Contigo en la distancia
05. El dia que me quieras
06. Dos cruces
07. A la orilla del mar
08. Que viva chango
09. 20 años
10. Como fue
11. Angelitos negros
12. Total
13. Se muy bien
14. Babalu y tabu
15. Babalu (Bônus)
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